Monday, September 03, 2012

Necessidades

A música de se andar na rua
De se parar num farol
De olhar as pessoas
De sentir um Sol
A poesia de um verso que cai
Como a lágrima escrita
Escrita naqueles movimentos
Da passarinha que sai
Do ninho
Cheio de ovinhos


Tristes ovinhos quebrados cheios de segredos desesperados

Thursday, June 14, 2012

O Jogo

Muda... Sim, muda, a gente muda, sabe quando anda na rua, olha para o lado e a mesma visão de sempre te significa uma coisa nova, diferente?
Muda a ponto de mexer no cardápio, aos poucos a batata frita ocupa bem menos espaço que a salada no seu prato. A música... ah a música! Antes tão descompromissada e sem sentido, te agitava, agora é diferente quem olha pode até te chamar de excêntrico. O fato é, o que você escutava, talvez nem escute mais, camiseta da banda? Virou pijama...
A manhã fria no parque, o meio dia no banco da praça, a tarde no parque dando risada, as risadas, mudam tanto de sentido, quem já parou pra pensar que a lembrança de uma risada pode te arrancar lágrima?
Muda de ideia, e mudam-se as peças, o jogo, tira de uma casa e coloca noutra, como num jogo difícil de xadrez.
Daí, no final das contas, no meio sei lá da mudança, você vê que o que te sobra é uma garrafinha, ao experimentar a bebida de dentro percebe que ela é densa e amarga e que você tem que tomar bem devagarinho chorando... o nome? Tem gente que diz que é “até logo”, “tchauzinho”, “volto já”, “daqui a pouco to ai”... mas olha... isso tem gosto é de Adeus


Beijo na testa, isso me fez um pouco mais leve.

Wednesday, May 16, 2012

Cruz

Não aguento mais as doenças
Os choros, gemidos e lamentos
Não aguento mais não ter empatia
Ser um desgraçado e berrar
Violento
A luz acesa bem cedo
O engasgo, o rasgo a dor
E toda essa melancolia
Que se não sentir não é amor?
É assim que funciona
Com choro para alimentar?
O desprezo a isso eu clamo
Desesperado para aguentar
A fuga da dor escondida
A confusão de quem não quer ver
A tarde passa corrida
Nenhuma me fez entender...


Beijo na testa

Wednesday, May 09, 2012

Estéril



Já li sobre os sabores
Das comidas mais gostosas, as melhores e diferentes receitas
Eu já ouvi os sons,
De um riso, uma música bonita a noite, os fogos do ano novo
Já comentei sobre um cheiro,
O perfume da menina, as flores de um velório,
E peguei em uma mão,
Macia, quente,
Enxuguei a lágrima molhada
Me arrepiei com uma brisa vindo contra minha pele
Mas não senti a empolgação e a felicidade que me dizem que acontece quando um chocolate toca a língua,
Não sei por que, mas também não chorei com uma música de saudade, não quis abraçar ao ouvir os estouros de um rojão, não devolvi um riso com o meu...
Quanto aos cheiros,
Não me trazem saudade,
Aquele perfume, e as flores nada significam para mim
A lágrima não me comove, e a brisa não me impressiona, não me faz mais grato...
Sabe por que?
Minha alma é cega...

Thursday, March 15, 2012

Infidelidades...

É preocupante
As escapadas que você dá
Essas voltas
E essas vindas
Esse jeito de me enganar
O jeito que te percebo
Percebendo outras coisas
Querendo desviar
Não se interessando em mim
Fugindo
É excitante
Quando você se diverte
Quando sente outro cheiro
Safada, perversa, sem vergonha
Puta...
É assim que posso te chamar
Minha mente...


Beijo na testa

Tuesday, December 13, 2011

Identidade

Será que a Monalisa sabe quem é?
Será que os traços a linha a madeira
Tem noção de quem é?
Aquele sorriso que engana e fascina
Sabe do poder que tem?
Será que a Monalisa sabe quem é?
Será que ela sabe quanto pagam, quanto andam ou viajam?
Que tem uma sala climatizada só pra ela?
Que tem um vidro blindado um sensor de calor, um raio laser uma camera de vigilância?
Será que a Monalisa, (ela mesmo! a do pintor famoso!) sabe quem é?
é bom ter releituras
por que delas
a Monalisa sabe
direitinho quem ela não é...

Thursday, November 24, 2011

Friday, December 24, 2010

Como era?

Diferente de tudo era antes
Era este o maior dos dias
As carnes, os risos as casas vazias
Pois noutras
Todo mundo se reunia
Reunia pra comemorar
Reunia, comia
Diferente de tudo era antes
Era a data mais esperada
Hoje é desesperada
Desesperada "pra" só comprar
Desesperada ao ponto de irritar
Diferente de tudo era antes
Antes de chegar estes dias
Dias de casa com "só" eu
Casa vazia
Casa vadia
Com cama desarrumada
Comida?
Tem nada
É só isso
Diferente de tudo era antes,
Hoje... é só mais um dia.


Beijo na testa

Wednesday, November 17, 2010

Verso e só

Estou exausto
De ter que fazer tudo em dobro
De forçar as palavras
De não ter o encanto



Beijo na testa...

Tuesday, November 16, 2010

Escada para o céu

Problemas

Problema de olhar
Problema de contar
Problema de decidir
Problema de resolver
Problema de entender
Problema de relacionar
Problema de não saber cantar
Problema de não ter onde morar
Problema de não poder trabalhar
Problema de ter medo e não enfrentar
Problema de ter vontade e não declarar
Problema de alguém a minha cadeira roubar
Problema de ter raiva e querer muito chorar
Problema de acordar de manhã e por não ter lugar brigar
Problema de ir dormir e sonhar tudo que quer mas depois acordar




Beijo na testa


Thursday, July 22, 2010

Quem me responde?

Para que é necessária?
Útil pra que?
A quem?
Não se entende
Tampouco se enxerga
Apenas se mede
Se sente
A Tristeza...

Saturday, July 17, 2010

Poetinha

Poetinha
Ja tentou ler Camões...
Experimentou Quintana,
E diz que gosta de Drummond...
Poetinha, Poetinha
De cabeça raspada
Tua mão...
Sempre pra trás...
Chegando atrasada,
O que fizeste poetinha?
Para estar plantado ai
Com o brilho apagado
Versando e me perguntando
O que é um terceto? Rima Branca ou Rica?
Te digo Poetinha....
Te digo que pra escrever de verdade
Nada disso espanta
Se colocardes
Toda essa humanidade
Que a partir do Teu erro
Te tiram sem piedade.


Beijo na testa.

Thursday, July 15, 2010

Incompleto....

Como escrever algo que se sente
Se sentimento é abstrato
Não tem forma e nem tem cor...
Por isso não se descreve
Nem ódio...
Tanto mais o Amor...
Ah! Mas ai dirá
Dói no peito ou arde a alma
Deixa a face avermelhada
Mas isso não é explicação
É só um breve sintoma
O final da excitação
Se alguém te perguntar
Se é possível entender
Diga brevemente Não!
Pois não há tempo a perder

(E dai... eu fiquei cinco minutos a tentar...)

Mas não saiu nada...para o verso abaixo completar

"Como o mais belo cheiro
Que está perdido no ar...
Aproveite, ame ou odeie"
Só sei que incompleto... é a primeira maneira de desejar...



Beijo na testa


Wednesday, April 07, 2010

Acendam suas luzes

Agora...

Todos os pecadores
Acendam as luzes

Acendam as luzes

Agora...

Todos os amantes

Acendam as luzes

Agora

Todos os assasinos

Acendam as luzes

Ei ! agora!

Todas as crianças

Deixem as luzes acesas!

Pois há um monstro,

Vivendo embaixo da minha cama
Respirando no meu ouvido...

E um anjo

Com a Mão na minha cabeça
Dizendo que não tenho nada a temer

E a escuridão

Deixa minha alma perdida

Continuo procurando um propósito de ser

E a luz acesa,

É o que me mostra tudo

Agora...

Todos os pecadores
Acendam as luzes

Acendam as luzes

Agora...

Todos os amantes

Acendam as luzes

Agora

Todos os assasinos

Acendam as luzes

Ei ! agora!

Todas as crianças

Deixem as luzes acesas!

Deixe a luz entrar
Deus deixe a luz entrar

Pois eu não posso perder a paciência...



Beijo na testa

Friday, January 22, 2010

Mão e Contra-Mão

São duas estórias...

A do Paulo e a do Vinicius.


Os dois moram no Jd. do Príncipe, bairro pobre que vive aparecendo nos jornais em época de chuva, por que sempre alaga. O Paulo, é aquele típico brasileiro que não desiste nunca, começou a vida vendendo caldo de cana, com um carrinho que o pai dele bancou, depois arrumou um curso de office boy, arrumou um emprego, estava até indo bem, mas é um pouco temperamental sabe? Não deu muito tempo lá dentro foi mandado embora, com o dinheiro que recebeu, comprou uma barraquinha, negociou um ponto e lá foi ele trabalhar no centro da cidade como camelô no centro da cidade. O Vinicius é diferente, desde pequeno adorava quando a qualquer momento do dia, ouvia de longe as sirenes das viaturas de polícia, ia correndo pro portão de casa para saber se naquele dia o "camburão" tava no encalço de algum malandro de verdade, ou era desculpa pra furar o trânsito, que quase sempre se acumulava na via principal perto da casa dele. Com sorte, de vez em quando o "Vini" até ouvia uma troca de tiros, adorava quando o bairro dele, a RUA DELE, aparecia no jornal polícial, não interessava que era só pra contar que mais uma vez aquela região era vítima da violência... Não deu outra, Vinicius cresceu, o talento que com ele nasceu, apareceu, e ele é claro policial se tornou.

Paulo e Vinicius eram vizinhos.

Todo santo dia saiam de casa bem cedo, um (o Paulo) de bermuda e a primeira camiseta que vira na gaveta, entrava no passat enferrujado e ia pro "centro" trabalhar, o outro (o Vinicius) saia de barba feita, bota engraxada e farda passada, se encaminhava pro ponto, onde logo embarcaria de graça no onibus que passa na porta do seu Batalhão.

O Paulo chegando na barraca (que está devidamente presa a um poste da rua principal com uma corrente bem grossa) começa a arrumar o palco para suas ofertas, vende umas mochilas bem grotescas vindas da china, com personagens de todos os tipos, desde o monstrinho verde, até aquele grupo de meninas com saias bem curtas e gravatas executivas.

O Vinicius, tem que se apresentar todo dia as 8:13 na formação é o horário certo para trocar o comando, se apresentar ao sargento e formar a patrulha junto com os outros soldados. Hoje, é dia de missão, ficou sabendo de ordem do governador, que vai ter operação especial da prefeitura e que a confusão vai começar logo, o negócio dele e dos outros soldados do batalhão? Contenção de tumultos...

"Hoje é dia de pegar firme hein!" - Brinca um colega do Vinicius...

Ele responde "Vai ser legal demais! hoje é dia de derrubar no minimo uns cinco!"

E logo se postam, motorista e os demais embarcando na viatura... vamos embora!


E o Paulo?

Bom, o Camelô tava lá com as suas mochilinhas, de repente, ele já até sabe o que está acontecendo, se tem colega correndo na direção contrária ao fluxo é por que tem "homi" tirando agindo na má fé e "tomando" o ganha pão deles. Porém hoje, hoje ia ser diferente, os ambulantes não aguentavam mais, ja tinham combinado "ná próxima vez a gente enfrenta eles até o ultimo ser preso ou derrubado (ou os dois, que seja...)

Se organizaram e foram pro embate. Cantos de briga, palavrões, pedaços de pau e pedras voando. Deste momento até uma hora depois tudo ja estava se ajeitando, várias barracas quebradas, a do Paulo, toda acabada, sem mercadoria, e com a lona furada.
Mas é um risco, trabalhar na "informal" é um risco calculado e eles tem sempre uma reserva pra continuar a trabalhar na manhã seguinte, essa história de "perdi tudo" é sempre um papo legal para ser o entrevistado da vez, pela reporter bonita do jornal do meio dia. Ah... o Paulo hoje também, tomou um soco no olho... no meio da confusão, do embate com os fiscais, tomou a porrada, na hora nem sentiu, mas agora até que ta doendo viu?

O Vinicius já tava sentindo o sangue esquentar, quando chegou no "setor 1" e viu os vagabundos parecendo gladiadores no coliseu. Era uma gritaria, gente correndo, gente ficando e eles, descendo da viatura, de escudo e "borracha" na mão, batiam naquela melodia assustadora, no compasso da marcha unica daqueles quarenta. Borrachada, cotovelada, apito e gás de tirar lágrima, dali a pouco, ja tava tudo resolvido, azar de verdade hoje? só o Vinicius, que tomou uma pedrada e mesmo com o capacete, ficou meio atordoado na hora, foi levado rapidinho pro hospital, exame aqui, exame lá... tudo bem, volta pra casa e descança soldado!


Dai, que no final do dia, mochilas e missões a parte, cada um volta pra sua casa...

O Paulo de passat enferrujado
O Vinicius de cabeça enfaixada, entregue na porta de casa por uma viatura.

Eles dois são até amigos sabe, de vez em quando formam dupla no dominó la no bar da esquina.

Vale uma Skol...

"Boa noite Soldado! bateu com a cabeça em algum safado?" Soltou o Paulo
"Pois é! acho que algum safado é que bateu com uma pedra nesta cabeça dura... E este olho? "Emendou o Vinicius

Ah! não é nada! trabalhar na rua tem dessas, de vez em quando sempre outra pessoa quer levar seu produto por um preço menor... quando não é como hoje... que levam de graça! Boa noite! - E foi embora o camelô pra dentro de casa. Não via a hora de fazer uma compressa no olho inchado.

O Soldado também entrou, só queria sua cama hoje.


E os dois, nessas duas estórias tão diferentes.

Só queriam um dia compreender, como seria a vida do vizinho...



Tem hora que tudo é tão parecido né?



Beijo na testa... boa noite para os trabalhadores.




Thursday, November 26, 2009

Laço

"Sentado naquela mureta de pedra, eu estava assistindo um pouco do fim de tarde passar...

O trem passava nas minhas costas, pessoas iam e vinham, a calçada estava secando um pouco da chuva e aquele vapor quente começava a me incomodar. Observar é um dos meus passatempos prediletos e acho que naquele dia as coisas estavam especialmente ajeitadas para eu me deliciar com o meu hobby, um senhor do meu lado, falava sozinho algumas coisas sobre uma tal de Margarida, misturava outras coisas sobre política e no final.... resmungava que um dia havia sido muito rico.
Outras pessoas estavam por lá, um grupo de garotos, todos com cabelos compridos, suas maletas de instrumentos... (me disseram depois que são "cases") e o seu papo exagerado e um tanto quanto bebado, olhavam e zombavam de um outro que passava, era sábado... e ele estava vestido com aquelas roupas engraçadas de escoteiro. Alguns casais andavam por ali, uma bonita mestiça e um rapaz com ar intelectual andavam de mão dada, duas meninas estavam afetuosamente abraçadas, e um outro par.... subia no carro inteiramente molhado após a tempestade da tarde... vi tudo isso, sentado naquela mureta.
Mas depois, o sol ja estava bem mais baixo e a turma de garotos de preto ja tinha ido embora, vi a ultima figura daquela tarde, tarde cheia, e depois disso, estranhamente vazia...

Outra figura, um rapaz que devia ter sido sadio há alguns meses, andava todo maltrapilho, calçava apenas um pé do par de tenis, cambaleva... cabelos sujos e a testa sangrando, a camisa, não era qualquer uma, um corte bonito, estava suja... porém era vermelha... nova... ja lhe parecia bem folgada, um homem parou o carro e lhe deu um envelope com um lanche...

Chorava, chorava muito, comia devagar aquela metade preciosa de pão com alguma coisa, lhe parecia um tesouro nas mãos, acho que não aguentou muito o peso daquela comida que há dias não via, sentou... levou a mão a barriga e soluçou mais, a dor daquele estomago frágil ao receber qualquer coisa diferente de água deveria ser muito grande, aos poucos foi caindo e então de subito desmaiou.

Eu não podia sair da minha mureta, meu papel aqui é só observar, mas o mais interessante, é que ao desmaiar um homem que sempre fica naquela região, sentou do meu lado, deu um riso daqueles "meio sem graça" e disse pra mim.... "Você estava olhando pra ele não é? (E apontou ao desmaiado...) As coisas são engraçadas .... quem dividiu o lanche com o rapaz foi o próprio irmão dele, parece que um saiu de casa por conta do dinheiro dos pais que morreram, era tanta confusão que ele achou melhor sair de casa, o outro ficou lá e de vez em quando, vem fazer compras aqui no centro, finge que não conhece o irmão e sei lá por que... dá sempre metade de um pão para ele.... mas ultimamente esses encontros estão cada vez mais raros..."

Me contou isso e se foi...

Eu fiquei cansado e também fui...

No outro dia... o mesmo homem estava lá... fraco e recuperado, lendo a manchete do jornal pendurado na banca, o Outro... o irmão que agora passava de vez em quando para lhe dar aquele pão... fora encontrado morto no quarto... mobilia revirada, garrafas no chão... e uma corda no pescoço...


Pelo que contam... a unica coisa que fora encontrada com algum nexo no quarto dele era um bilhete:

"O que eu faço com tudo isso..."


Talvez alguém compre mais pães agora...




Beijo na testa

Saturday, August 22, 2009

Ow...

Um buraco
Triste
Depois do riso eufórico
Alto e feliz
Um poço
De água salgada
Quando do doce
É todo o sabor que ela quis
Eu lembro, eu peço
Eu sofro em pensar
O quão silêncioso
As vezes eu tenho que estar
Tempo passa
Não adianta
Nada vai consertar
Decisões mal feitas
São feitas para ensinar.
Esse quente sentir
Do teu rosto a tocar
Esse beijo desconfiado
É que eu não posso aguentar
Me dá a face, não foge...
Eu não vou mais tentar....


Beijo na testa, não é mentira.... eu te amo....

Monday, April 27, 2009

Protocolo da loucura...

O louco é aquele que acorda de manhã preocupado
Aquele que sai na rua e olha para os lados
Que morre de medo
Não joga lixo no chão...
O louco é aquele que da licença
Que se espreme no ônibus
Que trabalha...
Ele paga caro o transporte,
Não se alimenta direito
Estuda pra melhorar na profissão
Esse louco
Ah! Esse louco
Ele ama em segredo
Tem medo de se declarar
Se esforça o dia inteiro
Pra noite desmaiar
Louco é aquele que briga
Por que sabe que tem algum direito
É aquele que chora
Por que ninguém tem respeito
Louco não rouba, nem pensa em matar
Ele, sem ter tempo pensa
Na risada que quer provocar
Ele é extra, é fora da realidade
Nesse mundo, aquilo que conta...
É ferocidade
O Louco só tem dessa, quando o assunto é transformar
A realidade, desse morto pomar...
Cheio de maçãs podres
Cheio de gente normal
Que parecem que o Louco
Nunca vão aceitar...

Saturday, March 21, 2009

"O" Tchau....

"Depois de uma semana, aqueles sorrisos estavam chegando ao fim... uma chuva forte anunciava toda aquela grande despedida, o fim de algo tão mágico não poderia terminar de outra forma, até o céu estava chorando...
Entraram no ônibus, cada um no seu, um pouco antes trocaram um ultimo olhar, pensavam em quando e se se encontrariam novamente. Na verdade, não tardou, estavam se vendo de novo, o caminho até casa era bem longo, não eram vizinhos, mas moravam em cidades bem próximas, portanto seguiam pela mesma estrada e fatalmente se encontravam algumas vezes nas paradas de almoço, algum lanche ou uma parada para o banheiro.
Ele queria tanto nessas horas falar mais alguma coisa, perguntar sobre a vida, sei lá! descobrir algo a mais sobre tudo aquilo.
Ela, estava com saudade já das poucas conversas que tiveram, dos flertes, e principalmente das risadas que foram divertidas e diferentes daquelas que ela se lembrava.
Mas, bem! alguma coisa impedia um contato maior, era alguma tensão, eles se encontravam, até que trocavam uma ou outra palavra, mas não tiveram mais nenhum diálogo, pareciam que estavam esperando a hora certa de, por fim... dar tchau....
E a aquela rotina da volta continuava, os filmes que colocavam para os passageiros passarem o tempo não faziam sentido, o sono acumulado vinha... e com ele o tempo até que passava mais rápido, consequentemente, as paradas também, na última vez que se lembram pararam em um daqueles novos restaurantes de estrada, muito confortavel aliás, estavam até na mesma fila de lanchonete, novamente rolou aquela vontade de se aproximar, mas huuum... aquela tensão esquisita também apareceu, dissipou, mandou embora qualquer possibilidade, talvez, eles pensassem que não haveria problema, afinal... ainda faltava uma parada para poderem dar um bom abraço e dizer que tudo tinha sido bem legal, só mais uma vez...
Comeram, descançaram do ônibus, voltaram... cada um pra sua viagem, até hoje não sabem quem subiu primeiro de volta, seguiram correndo, faltava... depois de longas horas, apenas mais algumas para verem sua casa novamente, porém... cada um do seu lado, um pouco antes achavam que iam se ver e ha! dar mais uma risada juntos e pronto... tchau né!
Mas no final das contas, ficou pra trás toda essa intenção, alguém pediu para o onibus dela seguir o caminho na ultima parada, o "dele" encostou... alguém queria comprar água....
Quando cada um deles parou, rapidinho sairam para dizer aquele bom tchau! fazer algum plano que não sabiam se ia dar certo... AH! o importante não era nem dar certo, o bom da vida... como diz Flaubert... as vezes é viver na expectativa!
Mas nem isso conseguiram... ele, desceu comprou uma garrafa d´água e bebeu procurando alguém pela janela no onibus...
Ela desceu... foi pra casa... arrumar as malas, hum! Colocar logo, as lembranças no lugar!"


Beijo na testa, que verso bonito eu to escutando aqui na música!

Monday, March 02, 2009

Orgasmo....

Odeio a falta que vc me faz
Nesses dias quentes
A minha procura por ti é sagaz
Me enlouquece
Me faz perder a razão
Essa busca
Me causa tanta emoção
Só de te imaginar
Já fico todo suado
Pensando em você
Tirando sua roupa
Te pegando com vontade
Sugando você
Sentindo seu corpo
Seu gosto irreal
Ah! te pego escondido
É calor afinal
Não olho para os lados
Só penso em te ter
Não te divido
Ninguém vai te ver!
Só você me sacia
Me da tanto prazer
A gota de suco
Que vai do alto a baixo escorrer
Fecho os olhos... te lambo
Até nada mais sentir
Só a feliz lembrança
de você existir...
Ei garçom! Mais sorvete!
Preciso Repetir....


Beijo na testa... nesses dias quentes.... só vc me faz feliz!