De tão amargo que fica
Não dá vontade de beber
Ou vi, ou hei de ver.
Viver?
Beijo na testa
Monday, November 26, 2012
Thursday, November 08, 2012
Asfalto
Estou andando muito.
Andando tanto
que vejo tantas coisas.
A ponto do meu sapato novo furar e me molhar a meia.
Que incômodo...
Wednesday, November 07, 2012
Coragem
Bate Bate
Para cima,
Para baixo
Lado
Esquerdo
Direito
Roda, revira
Ai...
O que é isso?
São as palavras
Decidindo se saltam ou não de dentro do meu estômago...
Beijo na testa
Para cima,
Para baixo
Lado
Esquerdo
Direito
Roda, revira
Ai...
O que é isso?
São as palavras
Decidindo se saltam ou não de dentro do meu estômago...
Beijo na testa
Insatisfeito
Sou rabugento
Por isso não vou rimar.
Por que rima embeleza palavras
Estragar é o que eu quero
Ah ! mas tem gente que faz melhor !
Livro de sexo no metrô...
Na boa escola diziam:
" leia! qualquer coisa vale!"
Já comeu comida estragada ?
pois é...
Poema tem de ter ritmo !
Então, agora vou escrever muito... mais...,!? . Rápido .. ou ?
prestandoatencão nessa questão q ue. inter -ressa tantoquantoo conteúdo deste texto.
1,2,três ... quantos mortos nessa guerra civil?
1,2, 10, 111, quantos tiros pelas costas ?
Sou, eu sei que sou rabugento!
" mãe ! precisa de alguma coisa? Quer ajuda ? "
entendeu alguma coisa?
Hum ! Sabia que não...
Beijo na testa
Por isso não vou rimar.
Por que rima embeleza palavras
Estragar é o que eu quero
Ah ! mas tem gente que faz melhor !
Livro de sexo no metrô...
Na boa escola diziam:
" leia! qualquer coisa vale!"
Já comeu comida estragada ?
pois é...
Poema tem de ter ritmo !
Então, agora vou escrever muito... mais...,!? . Rápido .. ou ?
prestandoatencão nessa questão q ue. inter -ressa tantoquantoo conteúdo deste texto.
1,2,três ... quantos mortos nessa guerra civil?
1,2, 10, 111, quantos tiros pelas costas ?
Sou, eu sei que sou rabugento!
" mãe ! precisa de alguma coisa? Quer ajuda ? "
entendeu alguma coisa?
Hum ! Sabia que não...
Beijo na testa
Wednesday, September 19, 2012
Zoo
Vem cá
Vou te mostrar como é que faz
Para tratar de animal
Não tem segredo
É tudo igual
Todos tem o mesmo cheiro
Hálito de comida sem sal
Animal atrás das grades
Faz o que eu te mandar
Não olha em frente só pra baixo
E obedece o ritual
É bíblico:
"Levanta-te e anda";
É DE-MÔ-NÍ-A-CO:
"Cala a boca, ou eu te espanco"
E é desse jeito doce,
Que as crianças eu alegro
Ensinando "animal"
O que é Bixo irracional.
beijo (de dó aos tratadores) na testa
Vou te mostrar como é que faz
Para tratar de animal
Não tem segredo
É tudo igual
Todos tem o mesmo cheiro
Hálito de comida sem sal
Animal atrás das grades
Faz o que eu te mandar
Não olha em frente só pra baixo
E obedece o ritual
É bíblico:
"Levanta-te e anda";
É DE-MÔ-NÍ-A-CO:
"Cala a boca, ou eu te espanco"
E é desse jeito doce,
Que as crianças eu alegro
Ensinando "animal"
O que é Bixo irracional.
beijo (de dó aos tratadores) na testa
Monday, September 03, 2012
Necessidades
A música de se andar na rua
De se parar num farol
De olhar as pessoas
De sentir um Sol
A poesia de um verso que cai
Como a lágrima escrita
Escrita naqueles movimentos
Da passarinha que sai
Do ninho
Cheio de ovinhos
Tristes ovinhos quebrados cheios de segredos desesperados
De se parar num farol
De olhar as pessoas
De sentir um Sol
A poesia de um verso que cai
Como a lágrima escrita
Escrita naqueles movimentos
Da passarinha que sai
Do ninho
Cheio de ovinhos
Tristes ovinhos quebrados cheios de segredos desesperados
Thursday, June 14, 2012
O Jogo
Muda... Sim, muda, a gente muda, sabe quando anda na rua, olha para o lado e a mesma visão de sempre te significa uma coisa nova, diferente?
Muda a ponto de mexer no cardápio, aos poucos a batata frita ocupa bem menos espaço que a salada no seu prato. A música... ah a música! Antes tão descompromissada e sem sentido, te agitava, agora é diferente quem olha pode até te chamar de excêntrico. O fato é, o que você escutava, talvez nem escute mais, camiseta da banda? Virou pijama...
A manhã fria no parque, o meio dia no banco da praça, a tarde no parque dando risada, as risadas, mudam tanto de sentido, quem já parou pra pensar que a lembrança de uma risada pode te arrancar lágrima?
Muda de ideia, e mudam-se as peças, o jogo, tira de uma casa e coloca noutra, como num jogo difícil de xadrez.
Daí, no final das contas, no meio sei lá da mudança, você vê que o que te sobra é uma garrafinha, ao experimentar a bebida de dentro percebe que ela é densa e amarga e que você tem que tomar bem devagarinho chorando... o nome? Tem gente que diz que é “até logo”, “tchauzinho”, “volto já”, “daqui a pouco to ai”... mas olha... isso tem gosto é de Adeus
Beijo na testa, isso me fez um pouco mais leve.
Muda a ponto de mexer no cardápio, aos poucos a batata frita ocupa bem menos espaço que a salada no seu prato. A música... ah a música! Antes tão descompromissada e sem sentido, te agitava, agora é diferente quem olha pode até te chamar de excêntrico. O fato é, o que você escutava, talvez nem escute mais, camiseta da banda? Virou pijama...
A manhã fria no parque, o meio dia no banco da praça, a tarde no parque dando risada, as risadas, mudam tanto de sentido, quem já parou pra pensar que a lembrança de uma risada pode te arrancar lágrima?
Muda de ideia, e mudam-se as peças, o jogo, tira de uma casa e coloca noutra, como num jogo difícil de xadrez.
Daí, no final das contas, no meio sei lá da mudança, você vê que o que te sobra é uma garrafinha, ao experimentar a bebida de dentro percebe que ela é densa e amarga e que você tem que tomar bem devagarinho chorando... o nome? Tem gente que diz que é “até logo”, “tchauzinho”, “volto já”, “daqui a pouco to ai”... mas olha... isso tem gosto é de Adeus
Beijo na testa, isso me fez um pouco mais leve.
Wednesday, May 16, 2012
Cruz
Não aguento mais as doenças
Os choros, gemidos e lamentos
Não aguento mais não ter empatia
Ser um desgraçado e berrar
Violento
A luz acesa bem cedo
O engasgo, o rasgo a dor
E toda essa melancolia
Que se não sentir não é amor?
É assim que funciona
Com choro para alimentar?
O desprezo a isso eu clamo
Desesperado para aguentar
A fuga da dor escondida
A confusão de quem não quer ver
A tarde passa corrida
Nenhuma me fez entender...
Beijo na testa
Os choros, gemidos e lamentos
Não aguento mais não ter empatia
Ser um desgraçado e berrar
Violento
A luz acesa bem cedo
O engasgo, o rasgo a dor
E toda essa melancolia
Que se não sentir não é amor?
É assim que funciona
Com choro para alimentar?
O desprezo a isso eu clamo
Desesperado para aguentar
A fuga da dor escondida
A confusão de quem não quer ver
A tarde passa corrida
Nenhuma me fez entender...
Beijo na testa
Wednesday, May 09, 2012
Estéril
Já li sobre os sabores
Das comidas mais gostosas, as melhores e diferentes receitas
Eu já ouvi os sons,
De um riso, uma música bonita a noite, os fogos do ano novo
Já comentei sobre um cheiro,
O perfume da menina, as flores de um velório,
E peguei em uma mão,
Macia, quente,
Enxuguei a lágrima molhada
Me arrepiei com uma brisa vindo contra minha pele
Mas não senti a empolgação e a felicidade que me dizem que acontece quando um chocolate toca a língua,
Não sei por que, mas também não chorei com uma música de saudade, não quis abraçar ao ouvir os estouros de um rojão, não devolvi um riso com o meu...
Quanto aos cheiros,
Não me trazem saudade,
Aquele perfume, e as flores nada significam para mim
A lágrima não me comove, e a brisa não me impressiona, não me faz mais grato...
Sabe por que?
Minha alma é cega...
Thursday, March 15, 2012
Infidelidades...
É preocupante
As escapadas que você dá
Essas voltas
E essas vindas
Esse jeito de me enganar
O jeito que te percebo
Percebendo outras coisas
Querendo desviar
Não se interessando em mim
Fugindo
É excitante
Quando você se diverte
Quando sente outro cheiro
Safada, perversa, sem vergonha
Puta...
É assim que posso te chamar
Minha mente...
Beijo na testa
Tuesday, December 13, 2011
Identidade
Será que a Monalisa sabe quem é?
Será que os traços a linha a madeira
Tem noção de quem é?
Aquele sorriso que engana e fascina
Sabe do poder que tem?
Será que a Monalisa sabe quem é?
Será que ela sabe quanto pagam, quanto andam ou viajam?
Que tem uma sala climatizada só pra ela?
Que tem um vidro blindado um sensor de calor, um raio laser uma camera de vigilância?
Será que a Monalisa, (ela mesmo! a do pintor famoso!) sabe quem é?
é bom ter releituras
por que delas
a Monalisa sabe
direitinho quem ela não é...
Thursday, November 24, 2011
Friday, December 24, 2010
Como era?
Diferente de tudo era antes
Era este o maior dos dias
As carnes, os risos as casas vazias
Pois noutras
Todo mundo se reunia
Reunia pra comemorar
Reunia, comia
Diferente de tudo era antes
Era a data mais esperada
Hoje é desesperada
Desesperada "pra" só comprar
Desesperada ao ponto de irritar
Diferente de tudo era antes
Antes de chegar estes dias
Dias de casa com "só" eu
Casa vazia
Casa vadia
Com cama desarrumada
Comida?
Tem nada
É só isso
Diferente de tudo era antes,
Hoje... é só mais um dia.
Beijo na testa
Wednesday, November 17, 2010
Verso e só
Estou exausto
De ter que fazer tudo em dobro
De forçar as palavras
De não ter o encanto
Beijo na testa...
Tuesday, November 16, 2010
Escada para o céu
Problemas
Problema de olhar
Problema de contar
Problema de decidir
Problema de resolver
Problema de entender
Problema de relacionar
Problema de não saber cantar
Problema de não ter onde morar
Problema de não poder trabalhar
Problema de ter medo e não enfrentar
Problema de ter vontade e não declarar
Problema de alguém a minha cadeira roubar
Problema de ter raiva e querer muito chorar
Problema de acordar de manhã e por não ter lugar brigar
Problema de ir dormir e sonhar tudo que quer mas depois acordar
Beijo na testa
Thursday, July 22, 2010
Quem me responde?
Para que é necessária?
Útil pra que?
A quem?
Não se entende
Tampouco se enxerga
Apenas se mede
Se sente
A Tristeza...
Saturday, July 17, 2010
Poetinha
Poetinha
Ja tentou ler Camões...
Experimentou Quintana,
E diz que gosta de Drummond...
Poetinha, Poetinha
De cabeça raspada
Tua mão...
Sempre pra trás...
Chegando atrasada,
O que fizeste poetinha?
Para estar plantado ai
Com o brilho apagado
Versando e me perguntando
O que é um terceto? Rima Branca ou Rica?
Te digo Poetinha....
Te digo que pra escrever de verdade
Nada disso espanta
Se colocardes
Toda essa humanidade
Que a partir do Teu erro
Te tiram sem piedade.
Beijo na testa.
Thursday, July 15, 2010
Incompleto....
Como escrever algo que se sente
Se sentimento é abstrato
Não tem forma e nem tem cor...
Por isso não se descreve
Nem ódio...
Tanto mais o Amor...
Ah! Mas ai dirá
Dói no peito ou arde a alma
Deixa a face avermelhada
Mas isso não é explicação
É só um breve sintoma
O final da excitação
Se alguém te perguntar
Se é possível entender
Diga brevemente Não!
Pois não há tempo a perder
(E dai... eu fiquei cinco minutos a tentar...)
Mas não saiu nada...para o verso abaixo completar
"Como o mais belo cheiro
Que está perdido no ar...
Aproveite, ame ou odeie"
Só sei que incompleto... é a primeira maneira de desejar...
Beijo na testa
Wednesday, April 07, 2010
Acendam suas luzes
Agora...
Todos os pecadores
Acendam as luzes
Acendam as luzes
Agora...
Todos os amantes
Acendam as luzes
Agora
Todos os assasinos
Acendam as luzes
Ei ! agora!
Todas as crianças
Deixem as luzes acesas!
Pois há um monstro,
Vivendo embaixo da minha cama
Respirando no meu ouvido...
E um anjo
Com a Mão na minha cabeça
Dizendo que não tenho nada a temer
E a escuridão
Deixa minha alma perdida
Continuo procurando um propósito de ser
E a luz acesa,
É o que me mostra tudo
Agora...
Todos os pecadores
Acendam as luzes
Acendam as luzes
Agora...
Todos os amantes
Acendam as luzes
Agora
Todos os assasinos
Acendam as luzes
Ei ! agora!
Todas as crianças
Deixem as luzes acesas!
Deixe a luz entrar
Deus deixe a luz entrar
Pois eu não posso perder a paciência...
Beijo na testa
Friday, January 22, 2010
Mão e Contra-Mão
São duas estórias...
A do Paulo e a do Vinicius.
Os dois moram no Jd. do Príncipe, bairro pobre que vive aparecendo nos jornais em época de chuva, por que sempre alaga. O Paulo, é aquele típico brasileiro que não desiste nunca, começou a vida vendendo caldo de cana, com um carrinho que o pai dele bancou, depois arrumou um curso de office boy, arrumou um emprego, estava até indo bem, mas é um pouco temperamental sabe? Não deu muito tempo lá dentro foi mandado embora, com o dinheiro que recebeu, comprou uma barraquinha, negociou um ponto e lá foi ele trabalhar no centro da cidade como camelô no centro da cidade. O Vinicius é diferente, desde pequeno adorava quando a qualquer momento do dia, ouvia de longe as sirenes das viaturas de polícia, ia correndo pro portão de casa para saber se naquele dia o "camburão" tava no encalço de algum malandro de verdade, ou era desculpa pra furar o trânsito, que quase sempre se acumulava na via principal perto da casa dele. Com sorte, de vez em quando o "Vini" até ouvia uma troca de tiros, adorava quando o bairro dele, a RUA DELE, aparecia no jornal polícial, não interessava que era só pra contar que mais uma vez aquela região era vítima da violência... Não deu outra, Vinicius cresceu, o talento que com ele nasceu, apareceu, e ele é claro policial se tornou.
Paulo e Vinicius eram vizinhos.
Todo santo dia saiam de casa bem cedo, um (o Paulo) de bermuda e a primeira camiseta que vira na gaveta, entrava no passat enferrujado e ia pro "centro" trabalhar, o outro (o Vinicius) saia de barba feita, bota engraxada e farda passada, se encaminhava pro ponto, onde logo embarcaria de graça no onibus que passa na porta do seu Batalhão.
O Paulo chegando na barraca (que está devidamente presa a um poste da rua principal com uma corrente bem grossa) começa a arrumar o palco para suas ofertas, vende umas mochilas bem grotescas vindas da china, com personagens de todos os tipos, desde o monstrinho verde, até aquele grupo de meninas com saias bem curtas e gravatas executivas.
O Vinicius, tem que se apresentar todo dia as 8:13 na formação é o horário certo para trocar o comando, se apresentar ao sargento e formar a patrulha junto com os outros soldados. Hoje, é dia de missão, ficou sabendo de ordem do governador, que vai ter operação especial da prefeitura e que a confusão vai começar logo, o negócio dele e dos outros soldados do batalhão? Contenção de tumultos...
"Hoje é dia de pegar firme hein!" - Brinca um colega do Vinicius...
Ele responde "Vai ser legal demais! hoje é dia de derrubar no minimo uns cinco!"
E logo se postam, motorista e os demais embarcando na viatura... vamos embora!
E o Paulo?
Bom, o Camelô tava lá com as suas mochilinhas, de repente, ele já até sabe o que está acontecendo, se tem colega correndo na direção contrária ao fluxo é por que tem "homi" tirando agindo na má fé e "tomando" o ganha pão deles. Porém hoje, hoje ia ser diferente, os ambulantes não aguentavam mais, ja tinham combinado "ná próxima vez a gente enfrenta eles até o ultimo ser preso ou derrubado (ou os dois, que seja...)
Se organizaram e foram pro embate. Cantos de briga, palavrões, pedaços de pau e pedras voando. Deste momento até uma hora depois tudo ja estava se ajeitando, várias barracas quebradas, a do Paulo, toda acabada, sem mercadoria, e com a lona furada.
Mas é um risco, trabalhar na "informal" é um risco calculado e eles tem sempre uma reserva pra continuar a trabalhar na manhã seguinte, essa história de "perdi tudo" é sempre um papo legal para ser o entrevistado da vez, pela reporter bonita do jornal do meio dia. Ah... o Paulo hoje também, tomou um soco no olho... no meio da confusão, do embate com os fiscais, tomou a porrada, na hora nem sentiu, mas agora até que ta doendo viu?
O Vinicius já tava sentindo o sangue esquentar, quando chegou no "setor 1" e viu os vagabundos parecendo gladiadores no coliseu. Era uma gritaria, gente correndo, gente ficando e eles, descendo da viatura, de escudo e "borracha" na mão, batiam naquela melodia assustadora, no compasso da marcha unica daqueles quarenta. Borrachada, cotovelada, apito e gás de tirar lágrima, dali a pouco, ja tava tudo resolvido, azar de verdade hoje? só o Vinicius, que tomou uma pedrada e mesmo com o capacete, ficou meio atordoado na hora, foi levado rapidinho pro hospital, exame aqui, exame lá... tudo bem, volta pra casa e descança soldado!
Dai, que no final do dia, mochilas e missões a parte, cada um volta pra sua casa...
O Paulo de passat enferrujado
O Vinicius de cabeça enfaixada, entregue na porta de casa por uma viatura.
Eles dois são até amigos sabe, de vez em quando formam dupla no dominó la no bar da esquina.
Vale uma Skol...
"Boa noite Soldado! bateu com a cabeça em algum safado?" Soltou o Paulo
"Pois é! acho que algum safado é que bateu com uma pedra nesta cabeça dura... E este olho? "Emendou o Vinicius
Ah! não é nada! trabalhar na rua tem dessas, de vez em quando sempre outra pessoa quer levar seu produto por um preço menor... quando não é como hoje... que levam de graça! Boa noite! - E foi embora o camelô pra dentro de casa. Não via a hora de fazer uma compressa no olho inchado.
O Soldado também entrou, só queria sua cama hoje.
E os dois, nessas duas estórias tão diferentes.
Só queriam um dia compreender, como seria a vida do vizinho...
Tem hora que tudo é tão parecido né?
Beijo na testa... boa noite para os trabalhadores.
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