Monday, November 24, 2014

Concreto

A pedra do meio do caminho
A mesa, o banquinho
A margem
Tudo, até se não ver
No escuro do escurinho
Se esbarra, encosta
É concreto
Até o vazio
No coração do menininho


Beijo na testa

Monday, June 30, 2014

Cansa

Ninguém sabe
Ninguém vê
Somente eu
Nunca imaginei
Rastejando e me sentindo nas profundezas
Não parece que importam-se
Mas é para você
É para mim
Nem um outro além de nós

Sunday, October 13, 2013

Rindo igual criança.


E daqui uns instantes ele irá pular nessas ondas
Rir como criança
E sentir algo que a Natureza traz como ninguém faz...


Paz de Espírito.



Beijo na testa.

Wednesday, October 02, 2013

Cobaia

Você me pega pelas peles do pescoço
Me faz ficar com as pernas para o alto
Pernas e braços batendo
Arranham o nada com medo
E eu

Não estou nem me entendendo

Você me pega pelas peles do pescoço
Meus olhos são vermelhos
Fazem meu estomago embrulhar
Mas não é como os tempos velhos

Você me pega pelas peles do pescoço
Me joga em seu labirinto
Me alimenta se não eu morro
E nessa roda é que eu brinco

De um lado para o outro
Eu corro,
não me acho de fato
Não estou me entendendo
Estou parecendo um rato.



Beijo na testa.

Saturday, September 28, 2013

Parede

Tinha uma parede
Que eu gostava de desenhar
Tinha um quintal
E lá eu gostava de brincar
Ouvia o som da panela
Vindo da cozinha colada

Tinha uma parede
Que eu gostava de desenhar
Desenhava aventuras
De manhã
A tarde
Depois do Jantar

Quando perguntavam para mim
Eu desconversava
Mas tudo que estava lá
Eram coisas que eu sonhava

Estrelas, latidos
Meninas e flores
Tudo isso estava na pauta
Mas o que me faz lembrar com sorriso
Era o desenho feliz
Daquele viajante astronauta.




Beijo na testa, já inventaram a máquina do tempo?

Monday, September 09, 2013

Hoje a Balança está no meio.






E se eu aprendi a me expressar assim, não preciso escrever sempre...



Beijo na testa

Tuesday, August 27, 2013

Cortes

Cortes

Cortes em histórias
Histórias bonitas
Distantes
Tristes e cheias de sorrisos
Cortes cruéis
Cortes para amenizar
Cortes abruptos que fazem a dor jorrar.



amo...



Monday, July 01, 2013

Agonia

Olhar sem conseguir preencher esse papel
com as raivas e mágoas que me cercam
por que o gosto é bem amargo
e as cores bem escuras
tingem tudo
desde que você foi
desde que te disse adeus
ando e escuto o ranger
dos meus dentes e pensamentos
o frio me corta o rosto
me corta a boca
me corta a alma
e vou me afundando
desistindo
não tenho vontade
tao pouco empolgação.
tudo está tingido de preto.
preto bem escuro
te procuro
tento conversar com você em qualquer um dos sete céus
mas não te escuto...
será que algum dia vou escutar ?
por que não?
por que não pode ser agora?

Tuesday, June 04, 2013

J

Vazio
Vazio de um jeito que não preenche mais
E quando eu te lembro
Volto a pensar
Nos meus sonhos mais lindos
Vou  te encontrar

Com saudade
Fico perguntando
"Quando vamos brincar?"
Escuto tua voz
Te imito falando
Sussurro teu nome
Chego te chamando

O vazio que responde
Não me diz de ti


Olho pro alto
Peço a você
Olhe por mim
Caminha comigo
Sei que não vai ter fim

Mas quando te lembro
Volto a pensar
Nos meus sonhos mais lindos
Vou te encontrar




Sinto sua falta, todo dia todo o tempo.


Beijo na testa


Tuesday, December 18, 2012

Gosto

Gosto desse barulho de chuva batendo na janela
Gosto disso e de quindim
Que minha mãe comprava no domingo
Gosto de saber que ela conhecia meu doce predileto

Gosto do barulho de água quente caindo na xícara de chá
Aliás
Gosto de água
Não gosto de lágrima
Pra mim nunca é bom

Ah, gosto de riso e de sorriso
Apesar de minha cara toda hora fingir que não
Gosto quando querem minha companhia
Quando me convidam ou aceitam os meus

Gosto de filme, de jogo, de não ficar parado
Gosto do perfume de flor
De por do sol laranja (alguém não gosta?)


Gosto de uma virginiana
E da foto com ela no parque
Gosto de escrever por aqui

Gosto de tanta coisa
Que parece que é pouco o tempo que tive
Desde que nasci

Sunday, December 02, 2012

Das vontades

E os dias pequenos...  que deviam passar devagar
Serenos

Passam rápidos felizes e agitados


E por isso sempre tem de se repetir.





Beijo na testa.

Monday, November 26, 2012

Me cansa

De tão amargo que fica
Não dá vontade de beber
Ou vi, ou hei de ver.
Viver?





Beijo na testa

Thursday, November 08, 2012

Asfalto


Estou andando muito.
Andando tanto
que vejo tantas coisas.
A ponto do meu sapato novo furar e me molhar a meia.


Que incômodo...

Wednesday, November 07, 2012

Coragem

Bate Bate
Para cima,
Para baixo
Lado
Esquerdo
Direito
Roda, revira
Ai...
O que é isso?
São as palavras
Decidindo se saltam ou não de dentro do meu estômago...


Beijo na testa

Insatisfeito

Sou rabugento
 Por isso não vou rimar. 
Por que rima embeleza palavras 
Estragar é o que eu quero 
Ah ! mas tem gente que faz melhor ! 
Livro de sexo no metrô... 
Na boa escola diziam: 
" leia! qualquer coisa vale!"
 Já comeu comida estragada ? 
pois é... 
Poema tem de ter ritmo ! 
Então, agora vou escrever muito... mais...,!? . Rápido .. ou ? 
prestandoatencão nessa questão q ue. inter -ressa tantoquantoo conteúdo deste texto. 
1,2,três ... quantos mortos nessa guerra civil? 
1,2, 10, 111, quantos tiros pelas costas ? 
Sou, eu sei que sou rabugento! 
" mãe ! precisa de alguma coisa? Quer ajuda ? " 
entendeu alguma coisa? 
Hum ! Sabia que não...

Beijo na testa

Wednesday, September 19, 2012

Zoo

Vem cá
Vou te mostrar como é que faz
Para tratar de animal
Não tem segredo
É tudo igual
Todos tem o mesmo cheiro
Hálito de comida sem sal
Animal atrás das grades
Faz o que eu te mandar
Não olha em frente só pra baixo
E obedece o ritual
É bíblico:
"Levanta-te e anda";
É DE-MÔ-NÍ-A-CO:
"Cala a boca, ou eu te espanco"
E é desse jeito doce,
Que as crianças eu alegro
Ensinando "animal"
O que é Bixo irracional.



beijo (de dó aos tratadores) na testa

Monday, September 03, 2012

Necessidades

A música de se andar na rua
De se parar num farol
De olhar as pessoas
De sentir um Sol
A poesia de um verso que cai
Como a lágrima escrita
Escrita naqueles movimentos
Da passarinha que sai
Do ninho
Cheio de ovinhos


Tristes ovinhos quebrados cheios de segredos desesperados

Thursday, June 14, 2012

O Jogo

Muda... Sim, muda, a gente muda, sabe quando anda na rua, olha para o lado e a mesma visão de sempre te significa uma coisa nova, diferente?
Muda a ponto de mexer no cardápio, aos poucos a batata frita ocupa bem menos espaço que a salada no seu prato. A música... ah a música! Antes tão descompromissada e sem sentido, te agitava, agora é diferente quem olha pode até te chamar de excêntrico. O fato é, o que você escutava, talvez nem escute mais, camiseta da banda? Virou pijama...
A manhã fria no parque, o meio dia no banco da praça, a tarde no parque dando risada, as risadas, mudam tanto de sentido, quem já parou pra pensar que a lembrança de uma risada pode te arrancar lágrima?
Muda de ideia, e mudam-se as peças, o jogo, tira de uma casa e coloca noutra, como num jogo difícil de xadrez.
Daí, no final das contas, no meio sei lá da mudança, você vê que o que te sobra é uma garrafinha, ao experimentar a bebida de dentro percebe que ela é densa e amarga e que você tem que tomar bem devagarinho chorando... o nome? Tem gente que diz que é “até logo”, “tchauzinho”, “volto já”, “daqui a pouco to ai”... mas olha... isso tem gosto é de Adeus


Beijo na testa, isso me fez um pouco mais leve.

Wednesday, May 16, 2012

Cruz

Não aguento mais as doenças
Os choros, gemidos e lamentos
Não aguento mais não ter empatia
Ser um desgraçado e berrar
Violento
A luz acesa bem cedo
O engasgo, o rasgo a dor
E toda essa melancolia
Que se não sentir não é amor?
É assim que funciona
Com choro para alimentar?
O desprezo a isso eu clamo
Desesperado para aguentar
A fuga da dor escondida
A confusão de quem não quer ver
A tarde passa corrida
Nenhuma me fez entender...


Beijo na testa

Wednesday, May 09, 2012

Estéril



Já li sobre os sabores
Das comidas mais gostosas, as melhores e diferentes receitas
Eu já ouvi os sons,
De um riso, uma música bonita a noite, os fogos do ano novo
Já comentei sobre um cheiro,
O perfume da menina, as flores de um velório,
E peguei em uma mão,
Macia, quente,
Enxuguei a lágrima molhada
Me arrepiei com uma brisa vindo contra minha pele
Mas não senti a empolgação e a felicidade que me dizem que acontece quando um chocolate toca a língua,
Não sei por que, mas também não chorei com uma música de saudade, não quis abraçar ao ouvir os estouros de um rojão, não devolvi um riso com o meu...
Quanto aos cheiros,
Não me trazem saudade,
Aquele perfume, e as flores nada significam para mim
A lágrima não me comove, e a brisa não me impressiona, não me faz mais grato...
Sabe por que?
Minha alma é cega...