Eu quero chorar
Me sinto tão arrependido
Nessa sala escura
E no meu jeito escurecido
Nessa poltrona nova
Calor, cadê?
Está esmaecido
Quero chorar
Por que eu me busco
Me olho, me visto
E em um buraco estou perdido
Cada luz que eu encontro
É outro beco enlouquecido
A minha alma grita
Contorce
Deixa meu corpo estremecido
Não tem esforço que valha
Para conter, tento
Estou rendido
Quero chorar
Me leva
Arranca tudo
Tá estragado
Está ferido
Rola pesado, hoje é dia 28/10/19.
É um aperto que não passa, que vem e não disfarça, que por mais que eu cubra é uma coisa muito da sem graça. Quando vai passar?
Monday, October 28, 2019
Thursday, July 18, 2019
Pra eles dois
"E não havia um só dia que ele não pensava naqueles dias, acordar já era o gatilho instantâneo para pensar nos passeios de braço dado pela rua, pelas conversas sobre fugir deste mundo, sobre como transformar esse mundo em um lugar melhor.
Também pensava nos beijos, dos primeiros, escondidos, truncados, roubados, achados, dos que vieram depois, apaixonados, assustados, afogados, encurralados na parede do metrô.
"Você é intenso..." Chegava no telefone dele... mensagens escritas na caderneta vermelha, comprada um tempo antes na galeria de arte, na mão dela. Era dolorido desde lá, desde aqueles dias que ao contrário do que seria, parecia que tudo ia melhorar.
O que poderia ser diferente de qualquer outra história trivial de amor? Na verdade, não é, nunca foi, nem precisa ser diferente, histórias de amor, as de filme, as de verão, as de escada de emergência, as que não se vê por contingência, todas tem sua poesia, todas tem seu roteiro próprio, nada original. Por isso tem uma classificação e assim são: Histórias de Amor.
Mas nesses todos dias que acordar o lembravam daqueles outros, as perguntas e as tentativas de fazer as contas, de encaixotar cada informação em uma célula da planilha, de contabilizar, ficavam mais complexas, o que teria feito tudo adoecer tanto?
Se recordava do vestido azul, longo, alternativo voando em cima do cano da bicicleta, do almoço do mesmo dia, do pic-nic diferente no parque, coisas que não tinham acontecido daquele jeito, com aquele humor, com aquela bondade em nenhum lugar, até confundia um pouco a diferença de idade a preocupação "Você não vai avisar sua mãe?" "Não precisa não" ela dizia, e o susto cada vez mais aparecia.
A verdade é que embora as risadas, a mão por debaixo da mesa, a Norteña sobre ela e o carinho estivessem lá. Algo, talvez não deveria estar, embora tudo estivesse certo e no lugar, que os corações pudessem e tivessem de tudo para se encontrar, falta alguma coisa que faz nesse caso, a órbita se alinhar, uma pena ter que constatar que como em outras diversas vezes, lugares, pessoas e pares, faltava o momento certo para uma peça na outra, direitinho encaixar
"Lembra do Temaki que eu te paguei?" costumava pensar, na mordida bonitinha, naquele jeito de andar.
"Lembra das dublagens de filme infantil que faziamos?" talvez fosse algo que ela pudesse recordar, no pão de mel que ela comprou, da fuga assustada da escadaria depois de um abraço diferente, uma coisa de arrepiar.
Além disso, é claro, o sorriso no final da rampa ao encontrar de noite, o lanche quando ele recebeu uma mensagem "to com fome ahhahaha", não era uma obrigação, era parte de conquistar.
Mas lembrava de susto outra vez, a pergunta, essa que não queria calar: Onde estava a doença, que fez tudo aquilo, que era tão doce amargar, acabar?
"Sei lá... tá eu sei que não é só culpa minha, mas é só culpa minha que eu vejo hahahaha" a resposta contraditória, fazia voltas e voltas na memória, não deixava nada apagar. Era fácil entender, algumas histórias tem glória, outras nascem para terminar.
O fato é que em algum momento, outras coisas começaram a prejudicar, era um passado mal resolvido, uma morte, eram cartas, distâncias, nada que pudesse ajudar, tudo de confuso, difuso, é o famoso mal uso, daquilo que a gente gosta, mas não sabe (não tá preparado para) cuidar.
Ai a gente usa de um jeito que vai esbarrando nos cantos, isso, de pouco em pouco, começa a (muito) machucar, no comecinho sangra um pouco, depois, não dá para estancar.
Ai vem desculpa, culpa, desculpa, culpa, parece que não sai do lugar é uma corda que parece que estica, mas sem perceber ela começa a estourar. E como faz para sentir? Como faz para se escutar? Entender, e ai, (ele, ela, os dois, eles, aqueles lá, fulanos) conseguem de novo caminhar?
Parece que sim, mas é tanta dor para curar? Como falava a vó de um deles (não sei se dá para recordar) é uma dor fininha do no peito. Mas daí vem a pergunta: Dor (fina ou grossa) dá para assim classificar?
A cada dia que passa, talvez ela também vá perguntar, o medo que antes assusta, talvez possa aconchegar, justificar, parece um cópia do outro, só o tempo, dos atos para diferenciar. Será, que um dia dá para se encontrar?
Bom, o certo é que parece que não, que parece que o frio que escreve as ideias nas duas cabeças, ajuda algumas coisas a petrificar, congelar, ficar guardada debaixo de um monte de outras histórias, que devagarzinho, começam na vida a cair, a chover, irradiar, a nevar...
O contato com essa neve é bom, faz entender, que não é só o calor, a paixão, o frio também faz queimar.
E queima gelado, distante e incômodo, vira muito, vira a cabeça o estômago.
Queria, amiga, Querido, amigo. Tem gosto de chocolate, um bem gostoso, amargo e como aquele dia da mensagem do telefone, podia ser "Eu olho, eu leio, ela escreve, sente..." - Você, na minha boca, como teu gosto, ainda é intenso."
______________________________________________________________________________
Pode ser de um monte de gente, a impessoalidade das histórias faz com que todo mundo sinta o que ninguém quer mais sentir.
Deixa pra lá, esse papo nunca funcionou
Tem letras que escorrem para aliviar.
Beijo na testa
Também pensava nos beijos, dos primeiros, escondidos, truncados, roubados, achados, dos que vieram depois, apaixonados, assustados, afogados, encurralados na parede do metrô.
"Você é intenso..." Chegava no telefone dele... mensagens escritas na caderneta vermelha, comprada um tempo antes na galeria de arte, na mão dela. Era dolorido desde lá, desde aqueles dias que ao contrário do que seria, parecia que tudo ia melhorar.
O que poderia ser diferente de qualquer outra história trivial de amor? Na verdade, não é, nunca foi, nem precisa ser diferente, histórias de amor, as de filme, as de verão, as de escada de emergência, as que não se vê por contingência, todas tem sua poesia, todas tem seu roteiro próprio, nada original. Por isso tem uma classificação e assim são: Histórias de Amor.
Mas nesses todos dias que acordar o lembravam daqueles outros, as perguntas e as tentativas de fazer as contas, de encaixotar cada informação em uma célula da planilha, de contabilizar, ficavam mais complexas, o que teria feito tudo adoecer tanto?
Se recordava do vestido azul, longo, alternativo voando em cima do cano da bicicleta, do almoço do mesmo dia, do pic-nic diferente no parque, coisas que não tinham acontecido daquele jeito, com aquele humor, com aquela bondade em nenhum lugar, até confundia um pouco a diferença de idade a preocupação "Você não vai avisar sua mãe?" "Não precisa não" ela dizia, e o susto cada vez mais aparecia.
A verdade é que embora as risadas, a mão por debaixo da mesa, a Norteña sobre ela e o carinho estivessem lá. Algo, talvez não deveria estar, embora tudo estivesse certo e no lugar, que os corações pudessem e tivessem de tudo para se encontrar, falta alguma coisa que faz nesse caso, a órbita se alinhar, uma pena ter que constatar que como em outras diversas vezes, lugares, pessoas e pares, faltava o momento certo para uma peça na outra, direitinho encaixar
"Lembra do Temaki que eu te paguei?" costumava pensar, na mordida bonitinha, naquele jeito de andar.
"Lembra das dublagens de filme infantil que faziamos?" talvez fosse algo que ela pudesse recordar, no pão de mel que ela comprou, da fuga assustada da escadaria depois de um abraço diferente, uma coisa de arrepiar.
Além disso, é claro, o sorriso no final da rampa ao encontrar de noite, o lanche quando ele recebeu uma mensagem "to com fome ahhahaha", não era uma obrigação, era parte de conquistar.
Mas lembrava de susto outra vez, a pergunta, essa que não queria calar: Onde estava a doença, que fez tudo aquilo, que era tão doce amargar, acabar?
"Sei lá... tá eu sei que não é só culpa minha, mas é só culpa minha que eu vejo hahahaha" a resposta contraditória, fazia voltas e voltas na memória, não deixava nada apagar. Era fácil entender, algumas histórias tem glória, outras nascem para terminar.
O fato é que em algum momento, outras coisas começaram a prejudicar, era um passado mal resolvido, uma morte, eram cartas, distâncias, nada que pudesse ajudar, tudo de confuso, difuso, é o famoso mal uso, daquilo que a gente gosta, mas não sabe (não tá preparado para) cuidar.
Ai a gente usa de um jeito que vai esbarrando nos cantos, isso, de pouco em pouco, começa a (muito) machucar, no comecinho sangra um pouco, depois, não dá para estancar.
Ai vem desculpa, culpa, desculpa, culpa, parece que não sai do lugar é uma corda que parece que estica, mas sem perceber ela começa a estourar. E como faz para sentir? Como faz para se escutar? Entender, e ai, (ele, ela, os dois, eles, aqueles lá, fulanos) conseguem de novo caminhar?
Parece que sim, mas é tanta dor para curar? Como falava a vó de um deles (não sei se dá para recordar) é uma dor fininha do no peito. Mas daí vem a pergunta: Dor (fina ou grossa) dá para assim classificar?
A cada dia que passa, talvez ela também vá perguntar, o medo que antes assusta, talvez possa aconchegar, justificar, parece um cópia do outro, só o tempo, dos atos para diferenciar. Será, que um dia dá para se encontrar?
Bom, o certo é que parece que não, que parece que o frio que escreve as ideias nas duas cabeças, ajuda algumas coisas a petrificar, congelar, ficar guardada debaixo de um monte de outras histórias, que devagarzinho, começam na vida a cair, a chover, irradiar, a nevar...
O contato com essa neve é bom, faz entender, que não é só o calor, a paixão, o frio também faz queimar.
E queima gelado, distante e incômodo, vira muito, vira a cabeça o estômago.
Queria, amiga, Querido, amigo. Tem gosto de chocolate, um bem gostoso, amargo e como aquele dia da mensagem do telefone, podia ser "Eu olho, eu leio, ela escreve, sente..." - Você, na minha boca, como teu gosto, ainda é intenso."
______________________________________________________________________________
Pode ser de um monte de gente, a impessoalidade das histórias faz com que todo mundo sinta o que ninguém quer mais sentir.
Deixa pra lá, esse papo nunca funcionou
Tem letras que escorrem para aliviar.
Beijo na testa
Monday, July 08, 2019
Tapa o buraco
Tenta, TeNtA, tEnTa!
Esbarrabate
Na PontaounopedacinhO
TentaenãoenCAIxa
Precisa estar tudo cer-ti-nho
INSISTE até que que
bra
Deixa tu(do) em
p
e
d
a
c
i
n
h
o
Aí preciSacola
Pradeixartudojuntinho
E entender que só Em caixa
Seo quadrado
Combinar quo quadradinho
Esbarrabate
Na PontaounopedacinhO
TentaenãoenCAIxa
Precisa estar tudo cer-ti-nho
INSISTE até que que
bra
Deixa tu(do) em
p
e
d
a
c
i
n
h
o
Aí preciSacola
Pradeixartudojuntinho
E entender que só Em caixa
Seo quadrado
Combinar quo quadradinho
Sunday, June 30, 2019
Nem tente
Não me responda
Insensivelmente pare de me invadir
Entenda, não é mais
Eu preciso ir
Mil jeitos e palavras
Insisti te dizer
Na sua violência
Grossa, tosca
Insistiu você
Sem se amar, diz querer
É que eu não acredito
Mais gente diz também não
Somos prepotentes
Enxergo o teu coração
Insisto, me acessar não permito
Comunicar, chegar perto
Não tem nada bonito
Vai embora já!
Para ti morri, não existo
Se eu te machuco?
Que importa!
O pressuposto é me amar
O que me diz, não traz volta
Só me fez te afastar
Rio, pois é piada
Quando tu dizes de amor
Só eu sei o que é isso
O que “c” faz? Assustador
Então te aconselho, sou sábia
Nas minhas frases feitas, tão originais
As condições em ti existem
Volta aos sentimentos normais
Falo que é inteligente
Extremamente capaz
Também recomendo médico
Tuas terapias banais
Não acredito em nada
Escrevo fria aqui
Tua chantagem, me esquiva
Não vem dizer “Eu senti”
Só eu que entendo de tudo
Tua razão: irracional
Ela e você me dão asco
Mantém distância!
Tchau
Por isso não me responda
Eu te insisto outra vez
Só eu que entendo, não força
Daqui é só o que vai ler
O seu caminho: A fossa
Não quero eu nem saber
Agora está registrado
Mais claro não há como ser
Eu disse, mas de verdade?
Não acho
Que você pode entender
Insensivelmente pare de me invadir
Entenda, não é mais
Eu preciso ir
Mil jeitos e palavras
Insisti te dizer
Na sua violência
Grossa, tosca
Insistiu você
Sem se amar, diz querer
É que eu não acredito
Mais gente diz também não
Somos prepotentes
Enxergo o teu coração
Insisto, me acessar não permito
Comunicar, chegar perto
Não tem nada bonito
Vai embora já!
Para ti morri, não existo
Se eu te machuco?
Que importa!
O pressuposto é me amar
O que me diz, não traz volta
Só me fez te afastar
Rio, pois é piada
Quando tu dizes de amor
Só eu sei o que é isso
O que “c” faz? Assustador
Então te aconselho, sou sábia
Nas minhas frases feitas, tão originais
As condições em ti existem
Volta aos sentimentos normais
Falo que é inteligente
Extremamente capaz
Também recomendo médico
Tuas terapias banais
Não acredito em nada
Escrevo fria aqui
Tua chantagem, me esquiva
Não vem dizer “Eu senti”
Só eu que entendo de tudo
Tua razão: irracional
Ela e você me dão asco
Mantém distância!
Tchau
Por isso não me responda
Eu te insisto outra vez
Só eu que entendo, não força
Daqui é só o que vai ler
O seu caminho: A fossa
Não quero eu nem saber
Agora está registrado
Mais claro não há como ser
Eu disse, mas de verdade?
Não acho
Que você pode entender
Friday, June 28, 2019
Toda
Toda carta de amor é idiota
mostra que você perdeu a rota
Te faz ter contato
com algo que você acha que importa
Mas na hora que se vai
te mostra a derrota
Não adianta
É perdida esta aposta
Te deixa
Te encosta
Todo suspiro de amor
Toda lembrança de amor
Tudo
É um caminho sem volta
:(
mostra que você perdeu a rota
Te faz ter contato
com algo que você acha que importa
Mas na hora que se vai
te mostra a derrota
Não adianta
É perdida esta aposta
Te deixa
Te encosta
Todo suspiro de amor
Toda lembrança de amor
Tudo
É um caminho sem volta
:(
Friday, May 31, 2019
Não é Meu
O que você dá
Ou distribui
É a única coisa
Que realmente conta
Ou distribui
É a única coisa
Que realmente conta
Você vai ficar?
Aqui, fique por aqui
E nós dois vamos começar
A fazer isso funcionar
Aqui, fique por aqui
E nós dois vamos começar
A fazer isso funcionar
Mas isso não é só isso
É tudo
Você é tão difícil de alcançar
E impossível de ler de verdade
Quando você está falando com duas línguas na sua boca
E eu desejo que você pare de resmungar
Sob sua respiração
Isso está me matando
Você não disse nada ainda
É tudo
Você é tão difícil de alcançar
E impossível de ler de verdade
Quando você está falando com duas línguas na sua boca
E eu desejo que você pare de resmungar
Sob sua respiração
Isso está me matando
Você não disse nada ainda
Quem está falando agora?
Bem, acho que estou começando a duvidar
Estamos perdidos aqui?
Você ainda está contando?
Você vai me deixar para baixo?
Bem, acho que estou começando a duvidar
Estamos perdidos aqui?
Você ainda está contando?
Você vai me deixar para baixo?
Bem, seu coração não está nele
Está em toda parte
É fácil de ver
Você ainda está pensando
O que está por baixo
Você está tão curiosa
São duas batidas e você está fora
E eu estou cansando dessa atitude
Como você cai aos pedaços
Assim como você faz
Eu não posso acreditar que você ainda está falando
Com duas línguas na sua boca
Depois de tudo que vivemos por aqui
Está em toda parte
É fácil de ver
Você ainda está pensando
O que está por baixo
Você está tão curiosa
São duas batidas e você está fora
E eu estou cansando dessa atitude
Como você cai aos pedaços
Assim como você faz
Eu não posso acreditar que você ainda está falando
Com duas línguas na sua boca
Depois de tudo que vivemos por aqui
Você pode me ouvir?
Você é a única coisa
Que realmente conta
Você é a única coisa
Que realmente conta
Wednesday, May 22, 2019
Tempo
Na hora de acordar
Te penso
Eu quero
Te esperei antes,
Amanhã e agora?
Cada ideia que vai
Que me inverte
Enamora
Continua vai
Não deixa
Que o porvir seja outrora
:)
Te penso
Eu quero
Te esperei antes,
Amanhã e agora?
Cada ideia que vai
Que me inverte
Enamora
Continua vai
Não deixa
Que o porvir seja outrora
:)
Monday, April 22, 2019
Soa feito
Eco...de
Bom dia
Eco...de
Te quero bem
Eco...de
Tenho saudade
Eco...de
Não faz assim
Eco...de
Machuca
Eco...de
Me explica
Eco...de
Boa noite
Eco...de
Bons Sonhos
Eco...de
Eco...de
Eco...de
Até que nao ecoe mais...
Beijo na testa
Ecos
Bom dia
Eco...de
Te quero bem
Eco...de
Tenho saudade
Eco...de
Não faz assim
Eco...de
Machuca
Eco...de
Me explica
Eco...de
Boa noite
Eco...de
Bons Sonhos
Eco...de
Eco...de
Eco...de
Até que nao ecoe mais...
Beijo na testa
Ecos
Saturday, April 20, 2019
Mão
Pode doer
Mas você consegue dizer
Coisas boas
Para me fazer entender
Pode te deixar sem andar
Pode te fazer ficar um tempo sem pensar
Mas quando você volta
Você insiste em me lembrar
Que não dá
Por conta dos cavalos mágicos
Das Bestas e das Feras
De existir sem tentar
Obrigado :)
Beijo na testa
Mas você consegue dizer
Coisas boas
Para me fazer entender
Pode te deixar sem andar
Pode te fazer ficar um tempo sem pensar
Mas quando você volta
Você insiste em me lembrar
Que não dá
Por conta dos cavalos mágicos
Das Bestas e das Feras
De existir sem tentar
Obrigado :)
Beijo na testa
Friday, April 12, 2019
Escuro (Confuso)
É um chão cheio de roupas e fios
É uma mesa toda desordenada
É um lençol que não se troca
Um travesseiro amarrotado
Cartelas de remédios (quantos!)
Um ..... despedaçado
Thursday, April 11, 2019
Naquele canto
Sexta Feira se come feijoada por aqui. É curioso como certos costumes soam estranhos quando o sangue nativo não passa na tua veia, mas fomos lá comer a feijoada. Paredes lindas, cadeiras aconchegantes, preço justo pelo bom sabor do prato.
Vem uma coca-cola, e com ela, o olhar para o lado. Delgada, cabelos que escorriam pelas bochechas brancas, passavam por detrás da orelha, alguns repousavam nos ombros delicados e apontavam para o chão.
Aquela expressão triste, por que cada vez que o garfo tocava o prato, parecia que alguma lembrança tocava a sua alma, lembranças? O que doía tanto? Observando, dava vontade de levantar, abraça-la e dizer "vai passar", qual era a preocupação que alterava aquela ordem, de uma comida tão alegre, regada com musica carioca, circundada por mesas de pessoas conversando, um pai pegava a mão de sua filha já adulta, dividiam uma cerveja. Que dor era aquela que a jogava para aquela mesinha de canto, naquela diagonal tão certa para minha sensação de dizer para ela que o susto já tinha passado, que daqui a pouco o machucado também ia parar de doer e que logo era apenas uma lembrança, aquele aviso que vem na memória, de como não fazer.
Mas as lágrimas se afogavam dentro daqueles olhos escuros, sem fazer conta se alguém notava algo, não parecia mesmo que alguém mais estava registrando aqueles movimentos, tão doces, tão doloridos, que vontade de te abraçar pequena.
Depois de um tempo você se levantou, se esquivou de um dos meus colegas que tinha ido ao banheiro, pagou a conta, saiu.
Deixou a dor naquela cadeira, e eu sinto. Como dói.
Beijo na Testa
Vem uma coca-cola, e com ela, o olhar para o lado. Delgada, cabelos que escorriam pelas bochechas brancas, passavam por detrás da orelha, alguns repousavam nos ombros delicados e apontavam para o chão.
Aquela expressão triste, por que cada vez que o garfo tocava o prato, parecia que alguma lembrança tocava a sua alma, lembranças? O que doía tanto? Observando, dava vontade de levantar, abraça-la e dizer "vai passar", qual era a preocupação que alterava aquela ordem, de uma comida tão alegre, regada com musica carioca, circundada por mesas de pessoas conversando, um pai pegava a mão de sua filha já adulta, dividiam uma cerveja. Que dor era aquela que a jogava para aquela mesinha de canto, naquela diagonal tão certa para minha sensação de dizer para ela que o susto já tinha passado, que daqui a pouco o machucado também ia parar de doer e que logo era apenas uma lembrança, aquele aviso que vem na memória, de como não fazer.
Mas as lágrimas se afogavam dentro daqueles olhos escuros, sem fazer conta se alguém notava algo, não parecia mesmo que alguém mais estava registrando aqueles movimentos, tão doces, tão doloridos, que vontade de te abraçar pequena.
Depois de um tempo você se levantou, se esquivou de um dos meus colegas que tinha ido ao banheiro, pagou a conta, saiu.
Deixou a dor naquela cadeira, e eu sinto. Como dói.
Beijo na Testa
Sunday, May 21, 2017
Lente da Sensibilidade
Já não tenho as mesmas ideias
De descobrir o convencional
De te olhar romanceando o pingo d´água
Ou a cor do "sinaleiro"
Mudei de casa
De lugar
Mudei um pouco do dinheiro
Mudança, change, cambiar
Quanta palavra para deixar
Olhar as trilhas
Sonoras e de lugar
Mas e o escuro e o escrever,
É o que?
Fotografia ou leito de rio?
Beijo na testa
De descobrir o convencional
De te olhar romanceando o pingo d´água
Ou a cor do "sinaleiro"
Mudei de casa
De lugar
Mudei um pouco do dinheiro
Mudança, change, cambiar
Quanta palavra para deixar
Olhar as trilhas
Sonoras e de lugar
Mas e o escuro e o escrever,
É o que?
Fotografia ou leito de rio?
Beijo na testa
Wednesday, September 23, 2015
Vai
Vai em frente
Por que você sente saudade
E se sente é por que já está feito
Já passou
Vai em frente
Por que de tantas e tantas coisas que te faltam
Falta a coisa de ir além
E ela...
É a coisa mais próxima e simples
É a unica saudade
Que dá pra não sentir mais.
Beijo na testa
Por que você sente saudade
E se sente é por que já está feito
Já passou
Vai em frente
Por que de tantas e tantas coisas que te faltam
Falta a coisa de ir além
E ela...
É a coisa mais próxima e simples
É a unica saudade
Que dá pra não sentir mais.
Beijo na testa
Wednesday, September 02, 2015
Sabão
Tomava banho de porta aberta. Claro, precisava de cuidado, pequeno sem saber de nada do que se passava ou do que viria passar, brincava, era assim... assistia um desenho, almoçava e depois isso mesmo, ia pro banho de porta aberta.
Brincava na pia azul, um dia, Ela chegou entreabriu a porta e ele sorrindo disse: "Vou ser limpador de pia, esse vai ser meu trabalho, quer me contratar?"
Limpador de pia... inocente limpador de pia. Os cabelos que caiam no olho, machucavam, davam tersol. Mas o legal era a ideia, "limpador de pia..."
Brincava com as cadeiras, deitava elas, entrava entre duas elas, colocava o capacete da bicicleta, virava piloto, adorava a ideia de ser piloto, já não era tão inocente... "limpador de pia..."
Mas era legal, Ela estava o tempo todo lá junto, olhava chamava e avisava, "ta" na hora!, "ta na hora!" e acabava aquele riso de pensar o futuro, afinal era seguro.
A cada hora tinha um sonho diferente, engraçado como ele entre as cadeiras deitadas, foi em direção de tantas outras coisas, percebeu-se cheio de tantas outras vontades, quis ser esportista, jogador, fez teste para goleiro, jogou, vendeu, atendeu, telefonou, fez conta, fabricou, ensinou, gostou, desgostou, construiu, bom em algum momento: Se encontrou.
E na distancia do sonhar que é tão real que se enxerga perfeitamente dentro dos pensamentos e do concreto que é tão próximo que de tão próximo fica invisivel, ele (que parece que já está um pouquinho mais velho) só queria estar contando para Ela (que nem está mais por essas bandas...) "Sabe o menino do Campo de Centeio... então... eu só queria estar mais ou menos como ele... só que bem... eu só queria ser um Limpador de Pias..."
Pois é...
Beijo na testa.
31... que f....
Brincava na pia azul, um dia, Ela chegou entreabriu a porta e ele sorrindo disse: "Vou ser limpador de pia, esse vai ser meu trabalho, quer me contratar?"
Limpador de pia... inocente limpador de pia. Os cabelos que caiam no olho, machucavam, davam tersol. Mas o legal era a ideia, "limpador de pia..."
Brincava com as cadeiras, deitava elas, entrava entre duas elas, colocava o capacete da bicicleta, virava piloto, adorava a ideia de ser piloto, já não era tão inocente... "limpador de pia..."
Mas era legal, Ela estava o tempo todo lá junto, olhava chamava e avisava, "ta" na hora!, "ta na hora!" e acabava aquele riso de pensar o futuro, afinal era seguro.
A cada hora tinha um sonho diferente, engraçado como ele entre as cadeiras deitadas, foi em direção de tantas outras coisas, percebeu-se cheio de tantas outras vontades, quis ser esportista, jogador, fez teste para goleiro, jogou, vendeu, atendeu, telefonou, fez conta, fabricou, ensinou, gostou, desgostou, construiu, bom em algum momento: Se encontrou.
E na distancia do sonhar que é tão real que se enxerga perfeitamente dentro dos pensamentos e do concreto que é tão próximo que de tão próximo fica invisivel, ele (que parece que já está um pouquinho mais velho) só queria estar contando para Ela (que nem está mais por essas bandas...) "Sabe o menino do Campo de Centeio... então... eu só queria estar mais ou menos como ele... só que bem... eu só queria ser um Limpador de Pias..."
Pois é...
Beijo na testa.
31... que f....
Thursday, February 05, 2015
Retorno
Fotografias preto e branco
Eu via e não queria mais
Eu não queria mais o amargo
Da resposta sem pensar
Impregnada
Doída
Chorada
Eu não queria mais o ímpeto
De não ouvir, escutar
Não queria te afastar
Não queria mais o amargo
De ser e só me largar
Impregnado
Doido
Chorando
Eu via e não queria mais
Eu não queria mais o amargo
Da resposta sem pensar
Impregnada
Doída
Chorada
Eu não queria mais o ímpeto
De não ouvir, escutar
Não queria te afastar
Não queria mais o amargo
De ser e só me largar
Impregnado
Doido
Chorando
Monday, November 24, 2014
Concreto
A pedra do meio do caminho
A mesa, o banquinho
A margem
Tudo, até se não ver
No escuro do escurinho
Se esbarra, encosta
É concreto
Até o vazio
No coração do menininho
Beijo na testa
A mesa, o banquinho
A margem
Tudo, até se não ver
No escuro do escurinho
Se esbarra, encosta
É concreto
Até o vazio
No coração do menininho
Beijo na testa
Monday, June 30, 2014
Cansa
Ninguém sabe
Ninguém vê
Somente eu
Nunca imaginei
Rastejando e me sentindo nas profundezas
Não parece que importam-se
Mas é para você
É para mim
Nem um outro além de nós
Ninguém vê
Somente eu
Nunca imaginei
Rastejando e me sentindo nas profundezas
Não parece que importam-se
Mas é para você
É para mim
Nem um outro além de nós
Sunday, October 13, 2013
Rindo igual criança.
E daqui uns instantes ele irá pular nessas ondas
Rir como criança
E sentir algo que a Natureza traz como ninguém faz...
Paz de Espírito.
Beijo na testa.
Wednesday, October 02, 2013
Cobaia
Você me pega pelas peles do pescoço
Me faz ficar com as pernas para o alto
Pernas e braços batendo
Arranham o nada com medo
E eu
Não estou nem me entendendo
Você me pega pelas peles do pescoço
Meus olhos são vermelhos
Fazem meu estomago embrulhar
Mas não é como os tempos velhos
Você me pega pelas peles do pescoço
Me joga em seu labirinto
Me alimenta se não eu morro
E nessa roda é que eu brinco
De um lado para o outro
Eu corro,
não me acho de fato
Não estou me entendendo
Estou parecendo um rato.
Beijo na testa.
Me faz ficar com as pernas para o alto
Pernas e braços batendo
Arranham o nada com medo
E eu
Não estou nem me entendendo
Você me pega pelas peles do pescoço
Meus olhos são vermelhos
Fazem meu estomago embrulhar
Mas não é como os tempos velhos
Você me pega pelas peles do pescoço
Me joga em seu labirinto
Me alimenta se não eu morro
E nessa roda é que eu brinco
De um lado para o outro
Eu corro,
não me acho de fato
Não estou me entendendo
Estou parecendo um rato.
Beijo na testa.
Saturday, September 28, 2013
Parede
Tinha uma parede
Que eu gostava de desenhar
Tinha um quintal
E lá eu gostava de brincar
Ouvia o som da panela
Vindo da cozinha colada
Tinha uma parede
Que eu gostava de desenhar
Desenhava aventuras
De manhã
A tarde
Depois do Jantar
Quando perguntavam para mim
Eu desconversava
Mas tudo que estava lá
Eram coisas que eu sonhava
Estrelas, latidos
Meninas e flores
Tudo isso estava na pauta
Mas o que me faz lembrar com sorriso
Era o desenho feliz
Daquele viajante astronauta.
Beijo na testa, já inventaram a máquina do tempo?
Que eu gostava de desenhar
Tinha um quintal
E lá eu gostava de brincar
Ouvia o som da panela
Vindo da cozinha colada
Tinha uma parede
Que eu gostava de desenhar
Desenhava aventuras
De manhã
A tarde
Depois do Jantar
Quando perguntavam para mim
Eu desconversava
Mas tudo que estava lá
Eram coisas que eu sonhava
Estrelas, latidos
Meninas e flores
Tudo isso estava na pauta
Mas o que me faz lembrar com sorriso
Era o desenho feliz
Daquele viajante astronauta.
Beijo na testa, já inventaram a máquina do tempo?
Subscribe to:
Posts (Atom)
