Wednesday, July 23, 2008

O que me falta?

Marcos,

Nós da Livraria Cultura agradecemos sua participação em nosso processo seletivo, apesar de suas habilidades e competências (hahahahahah!), informamos que no momento não foi possível o aproveitamento de seu potencial. Você poderá participar novamente do processo, se for de seu interesse, após seis meses a partir da data deste retorno. Basta que você cadastre novamente seu currículo em nosso site ou que o envie para nosso departamento de Recursos Humanos. Você pode enviá-lo para Av. Paulista, nº 2073, Conjunto Nacional, Ed. Horsa II, 9º andar, CEP: 01311-940.

Desejamos que você alcance sucesso profissional.

Atenciosamente,

Recursos Humanos



Com o perdão da palavra.... é Foda....

Tuesday, July 22, 2008

Boa noite, vou dormir...

Dois lados...
Preto e Branco
Sim e Não
Melhor e Pior
Agora e Depois
Certo e Errado
Triste e Feliz
Certo e Incerto
Simples, Confuso....
Tanta coisa pra pensar, algumas pra pesar e avaliar
Tanta certeza pra dizer
Tanta coisa assim para esquecer
Tanto problema a dividir
Quando eu quiser, quando for melhor eu vou pedir
Se eu te digo que não é a hora
Então deixa pra lá... por que é assim, demora
E os golpes de todos os dias?
E os remédios?
O negócio é viver a nossa vida
Encontrando cada um a sua via
Acreditando cada um em si próprio
E confiando nessa crença mutua
Vivendo a vida
Em diferentes lados



Beijo na testa

Monday, July 21, 2008

Rascunho....

Cansei...
Dos dias repetidos, das tardes de sono, dos tempos vagais
Cansei, dos amores mal varridos, dos olhares sofridos
Do choro capital
Cansei da rima tão fraca, do berro tão alto, do "então sai daqui!"
Não vem!
A luz tão distante, que está fora do alcance
Que diz, faz sorrir
Não tem,
O Carinho da mão,
O Olhar de Tristão
Para Isolda no fim...
Não é,
Um conto de fadas, com fogueiras e espadas
Mas corta também...
Será?
Que um dia haverá,
Um crítico piorar... para depois se acalmar?
Pode ser,
Que então seja agora, sim, não há outra hora
Para desistir de morrer...
No tédio, no frio da despedida
Tão cruel, tão ardida, me faça ...
Esquecer.

Beijo na testa

Sunday, July 20, 2008

Rita Suja

"Rita a Suja....

É assim que a chamavam, a Rita era uma menina (bom... menina no modo de dizer.. por que já tinha lá seus 20,21 anos)... trabalhava como faxineira tercerizada em uma empresa de telefonia, todo dia era a mesma coisa sabe, acordava cedinho, tomava banho, até demorava um pouco se arrumando, lavava o cabelo, passava creme, olhava se precisava cortar a unha...
Saia de casa bonita até, cheirava a perfume barato, mas no ponto que ficava esperando o seu ônibus, quem não cheirava assim... cheirava pior...
Quando chegava ao trabalho, os comentários eram sempre esse.... "Ih! Olha a Suja ai... " ninguém falava pra ela.... não se sabe se era por educação... por vergonha... mas era sempre isso..."olha a Suja". O íncrivel dessas coisas ... é que mesmo quando ninguém conta sobre esses apelidos e comentários, alguém, algo, um mosquito ou um sonho... sempre acaba revelando a história, não podia ser diferente, Rita... sabia que era a Suja.
Só não entendia por quê, sempre fôra a mais queta dentre as colegas, as vezes fazia um bolo, levava para dividir com o pessoal da Higimil, não... decididamente não conseguia entender! Por que, dentre todos os verbetes do dicionário... ela tinha ganhado justamente aquele lá de presente... "Suja..."
E ia pra rotina dela, trabalhavam em duplas, na escala do dia ... viu que estava com sorte, era com a Galega que ela ia trabalhar, moça humilde, só um pouco diferente das outras... tinha a pele branca e olhos verdes... não dava pra ser diferente "Galega"...
O trabalho do dia era limpar as vidraças do oitavo andar, lotado de gente, falatório para todo lado estavam lá dependuradas a Galega e que irônia... limpando vidraças... A Suja
Rita gostava de trabalhar naquele andar, havia um rapaz lá, que sempre chamara atenção da moça, era gentil, sempre perguntava como ela estava passando, e meio sem jeito, perguntava se poderia ajuda-la de alguma forma.
Ela sempre tímida... e consciente de quem era, abaixava a cabeça e dizia que estava bem, agradecia a gentileza e ia embora.
Terminava o dia ela e a Galega voltavam lá pro segundo subsolo, onde as "Marias" se encontravam, xingavam horrores, faziam as fofocas do dia, se trocavam, se despediam iam embora...
Saiu do prédio contando o dinheiro do ônibus a Suja, estava pensando no que ia fazer para jantar, na hora que chegasse em sua casa sózinha, como sempre olhando para baixo, não viu... trombou com ele... O Rapaz do oitavo andar!
Gaguejando... pediu desculpas... ele que nunca havia visto Rita (pois era só Rita para ele... nada de Suja) sem aquele uniforme que escondia sua forma, ficou mais envergonhado que ela... e disse que tudo bem... Olhou para ela, fez uma pequena brincadeira, e perguntou... "é sexta feira, gosto de caminhas nas sextas... me acompanha?"
Confusa... entre o sim e o não, A Suja... ou melhor.. A Rita, aceitou... conversaram sobre tudo, até sobre o apelido dela... logo depois... sem pedir... o Rapaz beija a Moça... ah! parecia até um filme sabe? O melhor era... que agora... ele sabia também... estava beijando a Rita... a Rita Suja....

"Você não tem vergonha de mim?"
"Relaxa, Menina (moça... mulher... sei lá!), hoje quando te vi subir comentei com meu colega... o Marcelo Cabeção.... ta vendo aquela ali? outro dia vi umas colegas dela chamando ela de Rita Suja... nunca entendi por que elas a chamam assim, será que ela tem alguma coisa, nunca percebi nada...?"
"Por que comentou isso com ele?"
"Por que pra mim sempre achei que era Rita a Linda...."

E deram muitos outros beijos naquela noite... rs....



Beijo na Testa.... :) todo dia acontece isso...

Saturday, July 19, 2008

Multidão

Olha que cegueira engraçada
Vontade de ter aquilo que não se entende
Vontade de ser o que não é...
Olha que perdição engraçada
Pessoas olhando, se coroando, se mascarando
Querendo ser único
No meio de um monte só
Olha que coisa divertida
As pessoas cantando e declamando
Poesias das quais não sabem o significado
Que magia falsa
Que ilusão feliz...
Quem faz a rima é o bandido
E ele nem faz tudo... as vezes rouba
Prepara tudo escondido
Te manipula, te faz sentir especial...
Quando na palma, ele só quer fazer mais um Carnaval
É uma impressão de Narciso
É um papo de Hera
Eu te queria comigo
Olhei pro palco.....
Não te achei...
Pudera....


Beijo na testa.... olhei... fiquei na ponta dos pés... e não te achei...

Wednesday, July 16, 2008

O Louco e a Maluca





O Louco é um cara engraçado
A Maluca é uma menina um tanto quanto distraída
O Louco é um cara debochado
A Maluca vive dando forma ao manchado!
Os dois se conheceram há bastante tempo até!
Eram novinhos...
O Louco viu estava aprendendo a tomar jeito...
A Maluca estava tudo conhecendo
O Louco que já tinha visto tanta coisa...
Quebrado janela... voado até o fio do poste
A Maluca que em pouco tempo iria ganhar um belo presente de Deus...
O Louco e a Maluca poderiam se completar sabia?
Mas naquela hora não era o certo
Loucuras e Maluquices por se parecerem tanto....
Tem que saber exatamente o que querem e o que são....
Para justamente dividirem o mesmo espaço...
Mas ... sabe que dava sempre para perceber que eles queriam mesmo é aprender um com o outro?
Sempre que se falava com o Louco... Surgia um comentário sobre a Maluca, sempre que se comentava com a Maluca sobre o Louco... ela perguntava "E ai! como Ele tá??"
E ai por umas e outras... eles foram de novo ficando próximos um do outro...
Acontecia que...
O Louco chegava perto dela... e nem parecia tão louco...
A Maluca... bom... a Maluca virava Timidez... virava Curiosidade perto dele....
Pois que algo então resolveu acontecer...
Sei lá se precisou de algo... se não precisou... mas que aconteceu! aconteceu...
E depois de um passeio no seu carro novo...
O Louco decidiu...
Foi até a Casa da Maluca... e ai... bom... ai o resto é uma História a se construir....
Dizem que pra eles é assim....
"Se o que é bom dura pouco.... tomara que seja muito ruim... por que ai vai ser eterno...."
Isso não é coisa de Maluco...
Muito menos coisa de Louca....
É coisa de insano.....
Me disseram que quando junta os dois dá nisso ai....
Bom... Felicidades à eles....
Mais do que ontem...
Muito Mais do que hoje
Toda ela amanhã!


Beijo na testa !

Thursday, July 10, 2008

Sapato Colorido

Quero escrever para ti
Algo que não escrevi
Em tempos atrás
Estava tão feliz,
Mas a pressa me enganou
Não deixou eu ver
Quando você chegou
Bem que depois eu tentei
Nada, nada adiantou
Eu olhei você indo,
E pensei "nunca mais"
Olha, eu nunca deixei
De mostrar quem eu sou
Ocupado ou não
Todo carinho te dou
Vem aqui me abraça
Seu sorriso é lindo também
Me desperta alegria,
Que nenhum outro vem
Estou rimando tão simples
Pois é disso que quero falar
Teu olhar tão brilhante
Dentro dele quero olhar
E te dizer tão feliz
Hey! Deixa eu fazer você lembrar...
Não se assuste ou confunda
Este louco ocorrer...
Não foram uma noite nem duas
Ou um simples amanhecer...
Já passou muito tempo
Tem tanta coisa a mudar
Parece que é uma coisa esquisita
Que ja devia me acostumar...
Deixa passar por enquanto
Estou atento a ti
Eu te procuro
Tu não me achas
Te quero o Linda (e no final rima....)


Beijo na testa dessa paz antiga e linda

Tuesday, July 08, 2008

M.R.D.

Odeie
Sinta os espinhos apertando seu pescoço
Tenha raiva deles
Odeie
Aquela rua de paralelepipedos que fica tão escorregadia na chuva
Odeie...
Aquele sentimento que te engana, que embriaga e te faz sentir alguém novo
mas é só Ilusão
Odeie a ilusão
Odeie...
Não conseguir dizer tchau no telefone
Mesmo se o tempo todo foi de justificativas
Odeie
O frio nas suas pernas
A inveja que alguém pode fazer você sentir
Odeie
Sua anciedade, as palavras de verdade que te disseram
E que você não quis ouvir...
Odeie
A vontade de ficar próximo
A Saudade que não passa
Os raios e trovões,
Sua procura
Se sentir algo bom, em algum desses momentos
CUIDADO!
Pode te machucar mais ainda também...
Portanto...
Serre os dentes, sangre o pulso
Odeie
Esse "ir embora"
Que não vem...


Sem beijo na testa....

Sunday, July 06, 2008

M.C.C.


Ame,
Tenha sempre um chocolate no bolso ou na mochila,
Entregue-o com todo o seu amor
Ame,
O degrau verde da calçada, no qual você se sentiu uma criança encabulada
Ame,
Aquele passeio sem saber para onde ir...
Aquela tarde de domingo que termina cedo
Aquela desculpa depois do expediente
Ame,
O Cheiro da casa dela, na primeira vez que entrou lá
O toque da mão dela
A maciez do seu colchão
Ame,
E prepare um jantar surpresa na sexta a noite
Faça massagem, durma... se irrite, converse e conserte tudo depois...
Ame,
Com todas as notas musicais,
Com toda sua disposição,
Faça, só para atender essa ordem...
AME!
E traga macarrão depois de um dia bem longe
Ou coma sorvete no mesmo prato pela manhã...
Ame...
Aquele beijo que os cabelos atrapalham
Ame-a, como a mulher mais especial do mundo
A tenha... como a única, linda e humana
Ame,
Sabendo que ela pode estar certa ou errada
Não importa isso...
Contanto
Que você,
Ame...


Beijo na testa, como alguns de hoje, como os primeiros de muitos, como os anciosos pelos próximos (que eu quero tanto...)

Saturday, July 05, 2008

Impressões

Estou cansado de não saber
De não saber, nem quando, nem onde, nem por quê...
Estou cansado de não entender
Aquilo que me falam, que me contam, o que me escrevem
Estou cansado de sentir
A dor, a infâmia a impotência;
Que me faz pensar em desistir
Estou cansado de falar!
Sobre o que eu gosto, o que sinto...
E ninguém nem para isso ligar!
Estou cansado de ver!
Na televisão, nos meus vizinhos, nos meus amigos e no meu amor
As coisas que não consigo ter!
Por que eu sei, entendo, sinto, digo e vejo!
O que preciso, e nada mais do que eu preciso...
É sorrir....


Beijo na testa

Friday, July 04, 2008

O Quarto

Os Monstros estão na minha parede...
Os Vilões sorrindo também
O Magnânimo Poeta está sobre minha mesa
Grandes invenções também
Fecho os olhos e escuto sons felizes
Me acalmo neles
Me vou
Poeira do incenso queimado
Ataduras contra as dores e proteção para o frio
Livros, bagunçados desordenados
Todos contando as mesmas histórias
Das quais não sei o final.





Bom... foi só uma pequena histórinha.....


Beijo na testa

Wednesday, July 02, 2008

Dama Paciente.....

Oh! Purpura Senhora!
Viva e nua
Silenciosa me pega...
Ah! que surpresa te encontrar tão cedo!
Falta? quanta falta farei nessa hora de despedida?
Que medo tentas me colocar...
Que posso fazer?
Se impotente sou perante ti?
Se corro, me cercas com a ofegante falta
Se grito, machuca minha garganta
Se choro, queima meus olhos e assim me faz sofrer mais
Ah!Purpura Senhora!!
Tua cor já conta tudo
Tua cor me diz que de certo não adianta reclamar
Vem... crava sua unha...
E não me faz chorar
Provoca a ira nos outros
Querer saber o por que.....
Não tem motivo nem causa
Coisa além disso, além de você...
Os sinos batem, as ondas quebram
O fim, tchau, acabou
Oh! Donzela, com seu aço afiado....
, seu nome...
OH! MORTE....
Na urna branca com fotos felizes...
Espera um pouco... aqui do meu lado...


Beijo na testa.....

Thursday, June 19, 2008

Perdido na dor que ele mesmo provocou...

"mas estava tão escuro que ele mal conseguia ver os próprios pés... procurava o caminho correto, tentava se lembrar das coisas que aprendera durante todo o tempo até chegar esse momento louco. A busca por uma saida era tão desesperada e torturante que sua respiração se tornara ofegante, suas mãos sangravam, seus cabelos estavam embaraçados e sujos. Já fazia pelo menos 3 ou 4 dias que ele não via a luz do Sol, suas pupilas iriam arder na hora em que o primeiro raio lhe tocasse a retina. Mas não era possivel desistir, eram tantas opções, tantas escolhas que ele havia deixado para trás, não! Não era possível que esse obstáculo o derrubaria, afinal, ele caminhou até lá, tinha plena consciência do que estava fazendo, para onde estava se dirigindo, então, por quê? Qual o motivo de tanto desespero? ele caminhava, passos e mais passos, as vezes trombava com alguma parede, se machucava mais um pouco, dava meia volta e continuava tentando, na penumbra, lembrava dos abandonos, das brigas, daqueles lamentos sórdidos, daquelas juras de amor, que agora, eram motivo de ódio, se lembrava das mortes, das feridas, das brigas de dos abandonos. Não queria se deixar derrotar, apesar de se sentir frustrado, pois todos os caminhos nessa hora pareciam os mais inadequados, os mais sem sentido... vazios, solitários... passou dias e mais dias assim, procurando essa saida, que, cadê? não a encontrava, não conseguia ver, seus pés doiam, já não tinha mais seus sapatos, os comera algumas horas antes, sentia enjoo, a náusea o formigamento nas mãos, o peito lhe apertando a alma, a alma lhe consumindo a vida, agora era tudo tão escuro, mais negro, frio e assustador do que no momento que ele adentrara nisso tudo, sua boca seca murmurava alguns versos que ele nunca escutara ou lera, ele se lembrava das coisas que queria viver, e que ainda não vivera, pedia ao deus, aos deuses, implorava aos demonios, só pensava que aquilo tudo era dele, era para ele, ninguém mais aguentaria aquela sujeira entre seus dentes, aquele terror em seus pensamentos, o peso que lhe dobrou as pernas, que o matou, e que antes lhe assoprou no ouvido causando-lhe um arrepio cínico.... falava baixinho.... tempos difíceis.... tempos muito difíceis....."

Beijo na testa.... mas vai melhorar né?

Wednesday, June 04, 2008

Sufoco

É uma das primeiras vezes na história desse blog, que eu coloco o título do texto antes de ver o resultado final dele.

Ando com um peso um pouco grande nas minhas costas ultimamente, as cordas que eu tentei me agarrar não eram tão fortes quanto eu imaginava que seriam, mas ok, não tenho raiva e nem vou mandar um e mail para a fábrica dela reclamando, vou procurar outra... e continuar subindo.
Agora eu estou um pouco cansado, não consigo escrever um poema raivoso, um texto chorando, ou uma ladainha triste. Só penso nesse sufoco.
É uma dor que quase todo mundo já sentiu, se não conhece, vai conhecer, o que me intriga é que só penso nos motivos bons que me fazem sentir isso. No lugar mais longe que alguém ja conheceu.
Meu peito arde, e arde de verdade, não é um discurso heróico de um grande conquistador, ou o desabafo de um técnico campeão com um time desacreditado, ta ardendo de tensão, do nervoso que eu passei nos ultimos dias, da mochila bem pesada, dos meus duzentos e poucos alunos, da minha chefe pressionando.
Mas como estão me dizendo, eu preciso apenas relaxar, tomar um chá, não pensar nas coisas que estão me acontecendo, então aqui, neste quadrinho branco que eu estou escrevendo, é aquilo que vou chamar de "escarradeira" o que tem de ruim vai saindo agora... aos poucos, não garanto que vai me curar de tudo isso, afinal, eu ja escrevi tanta coisa, sobre tanta gente por aqui... por tanto tempo, não não sei se vai me ajudar, mas é a tentativa mais sincera e util que eu fiz nos ultimos dias.
Quando eu penso que logo tudo vai ficar bem, me vem uma pequena interrogação na mente, como é que vai ficar bem? como vai ser isso? é muito curioso... sempre a espectativa é de que vai mudar muito, mas e ai? vai mudar muito como? minha vida em algum momento "mudou muito"? a impressão é que não.... mas o momento diz que sim. Parece que brigar com tudo, com a vida, com as doenças e as depressões, não está mais na moda. Parece que escrever uma declaração, não está mais na moda. Parece que ser feliz, e isso exige muito esforço, muito mais do que eu estou fazendo agora, trabalhando 7 dias por semana, em vários locais diferentes, parece que exige muito mais esforço. Mas também... parece que é só impressão....
por que no meu caderno, tem um texto que diz exatamente o contrário.... ser feliz é fácil é como está lá no meu orkut (affe..) hoje. "Pare de procurar, a felicidade pode estar bem ao seu lado". Enfim... se ela está ao meu lado... ou ela se parece com uma porta de maçaneta quebrada.... ou uma escrivaninha torta.

Em todo caso. Beijo na testa de ambas... mesmo sabendo que nem porta, nem escrivaninha tem testa.

Wednesday, May 07, 2008

Baudelaire.....

Outro dia estava lendo no jornal uma entrevista com o Woody Allen, ele falou uma coisa e eu agora conversando no msn lembrei disso.... "o sonho de todo escritor de dramas é escrever uma comédia"... e olha... é mesmo.

Mas não consigo, aliás, tampouco consigo escrever algo hoje por aqui, lembrei de outro cara famoso, o Charles Baudelaire, ele tem um livro que se chama "As flores do mal", se trata de um livro de poesias, nem todas são simples de se compreender, ele escreve no fim do séc XIX sobre a sociedade que ele vive... coisa que muita gente fez e tenta fazer, uns com mais outros com menos sorte.
Ao contrário dele, não sou nada genial e como ja fiz outras vezes... ai vai um pouco de alguém que sabe sobre aquilo que está falando....

O RELÓGIO
Relógio! Deus sinistro, hediondo, indiferente,
Que nos aponta o dedo em riste e diz: “Recorda!
A Dor vibrante que a lama em pânico te acorda
Como num alvo há de encravar-se brevemente;
Vaporoso, o Prazer fugirá no horizonte
Como uma sílfide por trás dos bastidores;
Cada instante devora os melhores sabores
Que todo homem degusta antes que a morte o afronte.
Três mil seiscentas vezes por hora, o Segundo
Te murmura: Recorda! - E logo, sem demora,
Com voz de inseto, a Agora diz: Eu sou o Outrora,
E te suguei a vida com meu bulbo imundo!
Remenber! Souviens-toi! Esto memor!(Eu falo
Qualquer idioma em minha goela de metal.)
Cada minuto é como uma ganga, ó mortal,
E há que extrair todo o ouro até purificá-lo!
Recorda: O Tempo é sempre um jogador atento
Que ganha, sem furtar, cada jogada! Ë a lei.
O dia vai, a noite vem; recordar-te-ei!
Esgota-se a clepsidra; o abismo está sedento.
Virá a hora em que o Acaso, onde quer que te aguarde,
Em que a augusta Virtude, esposa ainda intocada,
E até mesmo o Remorso(oh, a última pousada!)
Te dirão: Vais morrer, velho medroso! É tarde!”


É meu predileto....


Beijo na testa

Tuesday, May 06, 2008

Conversa

De hoje em diante eu sei que não ando sozinho
De agora e até sempre eu vou olhar para o lado e perceber
Que até nesse inferno há companhia
Que há abrigo para esse frio que queima
Hoje eu escuto os gritos no trem...
Agora dá até para sentir o cheiro de toda essa sujeira
Até parece que eu faço parte de toda essa obra
Há horas que na verdade eu sou a mentira
Diante di ti pode parecer que não
Até que hoje ficou tudo bem, não?
Nesse rio sujo cheio de impressões novas
Abrigo todo o meu amor por ti
Eu, pobre, aflito, com medo
Agora penso em como isso tudo é doido
Sentir as palavras indo e vindo... sempre chorando e se repetindo
Há horas que na verdade eu sou a mentira
Como essa repetição, esse poema


Beijo na testa

Sunday, May 04, 2008

Desespero

Ah ... eu pensei em outros versos...
Pensei na tristeza que me traz aqui
No quanto me conforta este refúgio
De escrever ao que eu vivi
É frio, minhas mãos gelam
Eu te espero tanto aqui
Te abraço como algo raro
Eu sinto como algo raro...
Eu estou perdendo esse meu tesouro
E eu pensei em outros versos
Outros versos de dias felizes...
De quando não se previa
Que esse medo todo chegaria
Te abraço como algo raro
Mas nas conversas te sinto distante
Quero tanto tudo bem
Quero tanto seu alivio...
Parece que não é comigo
Mas fica bem...
que se for
Eu não ligo


Beijo na testa...

Wednesday, March 19, 2008

É Azedo...

Fui a Praia hoje

Como o mundo é bonito sabe?
Caramba... pisar na areia, sentir aquele cheiro que vem do mar...
É uma das coisas mais bonitas do mundo,
E é de graça...


Oh! Horácios, por que juraram tanta lealdade!
Ah! Quantas madames deitadas em seus leitos sublimes...
E por que, você Herói, entrega seu peito a tiro?
Oh! "Flor do Céu! oh! flor cândida e pura!"
Da obra prima te empresto...
Perde-se vida... ganha-se labor...
Ah! quantas paisagens! Pintadas que não posso ver!
E Brutos que tem seus filhos de volta,
Como os vai receber?
Nos Jogos de Péla, alguns resolvem por todas...
Em sua Arte de Alcova,
Me guarda com medo...
Marat, me assine isto...
Antes que eu...
Eu o Assasine...
Te detesto
Te detesto tanto;



Beijo na testa.

Thursday, March 13, 2008

è L´inquetudine.....

Ah! que escuro é esse?
Ah! que bela escuridão que não me guia?
Qual a causa desse sorriso que me confunde?
Qual o problema desse choro que me afasta?
Por que não me traz até ti?
Qual a causa de tanto pavor...
Onde está a duvida...
Se aqui está a distancia,
Tão unica e fria...
Onde está a vontade
Está no medo de alguém
Está no medo de ti
Tudo isso vale até quando...
Tudo isso quanto se quer?
Olha pra mim
Me diz o seu sonho
Fala comigo, com sua voz verdadeira
Não me conta dos seus medos
Me conta das suas vontades
Te conto das minhas...
As entrego aqui,
Lê, e diz que sim
Quando disser
Não vou mais ter medo...


Ah.... beijos nas testas... e tudo isso? vale até quando?

Thursday, March 06, 2008

Me falta

Faz tanto tempo que tenho esse blog, que ninguém entra mais aqui, tanto tempo que nem eu sei direito quando comecei...
Eu to com saudade sabe?
Saudade daquele medo cheio de certeza, de pensar que as coisas vão dar certo, de pensar que em breve, vou estar bem ... com minha vida se ajeitando...
Hoje eu to com saudade, das horas que eu chegava meio dia em casa, de calça e camiseta do uniforme, jogava a mochila no sofá e ia almoçar...
Onde estão as boas oportunidades?
Não era só estudar?
Não bastava crescer com seriedade, responsabilidade, sem esquecer a forma bonita de ser criança?
Hoje, to com saudade, daquele "hoje"... dia em que eu não imaginava ser tão dificil ganhar R$ 20,00
A gente não pede... a gente concorda... é obrigado a concordar, tem que nascer, brincar até certo ponto da vida e depois? e depois perde o direito a isso... em detrimento a se manter de pé... a ter aquilo que comer, aquilo que vestir...
Quando tem...

Quando não tem... conversa na praça, pensa em mudar o mundo, discutir filosofia... fazer um bom amigo... uma boa amiga...

Não dá para mudar, parece que nem o presente... muito menos o passado...

Mas se tiver uma grade por ai...

Se pendura nela de ponta cabeça, abre o olho... ve tudo igual... de um jeito diferente, e...

Carpe dien.... carpe dien... carpe dien....


Bjo na testa... diferente do de ontem... do amanhã...